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Mucugê, a parte bucólica e histórica da Chapada

Publicado em: 08/03/2019
Por: Adilson Fonsêca


Visitar a Chapada Diamantina, no coração da Bahia, já é por si só uma aventura de tirar o fôlego, ante a diversidade de atrativos naturais. Mas visitar Mucugê, a cidadezinha que nasceu por causa do ciclo do ouro e do diamante, em meados do século XIX, é um capítulo à parte.

No meio de serras, riachos, cachoeiras e com o Rio Paraguaçu nos seus arredores, a cidade de 1844 tem no casario e ruas calçadas em pedras, ainda em uso, um dos seus principais atrativos. O Cemitério Bizantino, único no Brasil, todo pintado em branco e ao pé de uma serra, é outro capítulo que merece destaque.

A cidade fica a 448 quilômetros de Salvador e facilmente alcançável pela BR 324 e daí pela BR-116, seguindo depois pela BR-242 até Andaraí, outra cidade da Chapada Diamantina. Ou então seguindo pela BR-116 e de lá seguindo por Barra da Estiva. É fria na maior parte do ano, mesmo no verão, pois está a quase mil metros de altitude. É caminho para uma aventura que remonta aos períodos áureos do garimpo de ouro e diamante.

A principal atração é a própria cidadezinha, tombada como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e se apresenta aos olhos dos visitantes com ruas de pedra tomadas por antigos sobrados coloridos do século 19, além de um cemitério bizantino da mesma época. É rodeada pela Serra do Sincorá, o que a torna um lugar de clima agradável, e suas montanhas, grutas, rios e cachoeiras – destaque para o Cachoeirão, formado por várias quedas que criam uma verdadeira cortina d’água – é um convite à contemplação.

Dentre as opções de visitas está Parque Municipal de Mucugê, onde está localizado o Projeto Sempre-Viva, criado para proteger a espécie de planta herbácea ameaçada de extinção. No local, estão expostas diversas flores, com destaque para um buquê coletado em 1999, intacto e que ainda abre e fecha de acordo com o clima. Há ainda o Museu Vivo do Garimpo, antiga moradia de garimpeiros, com exposição de objetos e réplica do maior diamante encontrado no mundo.

O que fazer – A cidade mais bucólica da Chapada Diamantina, tem linha de ônibus direto saindo do Terminal Rodoviário de Salvador, e oferece boa estrutura hoteleira e gastronômica, com opções diversas de lazer e cultura. E uma delas é a visitação ao Cemitério Bizantino, nos limites da cidade, encravado numa serra cercada por pedras e que oferece imagens ao por do sol de tirar o fôlego.

Para quem gosta de Ecologia nada melhor que visitar algumas das cachoeiras que são formadas pelos afluentes do Rio Paraguaçu: Cachoeiras Tiburtino, Côrrego de Pedras,a mais famosa, Moça Loira e Bate Palmas.

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