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Museu da Misericórdia guarda um acervo de quatro séculos

Publicado em: 11/04/2019
Por: Adilson Fonsêca


Nada melhor que um cartão de boas-vindas com a própria história da cidade. Para quem visita Salvador e se depara com a sua história em todos os cantos, dos casarios, às ruas, ladeiras e becos, onde a cultura e a religiosidade se manifestam, o Centro Histórico é o melhor caminho para conhecer um pouco mais dessa que foi a primeira capital do Brasil e 470 anos depois continua surpreendendo quem a visita.

Instalado no antigo prédio da Santa Casa de Misericórdia, que foi erguido no século XVII e tombado pelo IPHAN em 1938, o Museu da Misericórdia é um dos mais importantes espaços culturais da Bahia e possui em seu acervo obras que contam um pouco da história do estado e do país. E está bem na porta de entrada para o Centro Histórico, entre a Praça da Sé e a Praça Municipal, como uma espécie de guardião da própria história da cidade.

Inaugurado em 2006 pela Santa Casa da Bahia, o Museu da Misericórdia agrega grande valor ao panorama artístico e cultural do Centro Histórico de Salvador. Instalado em palacete do século XVII, que já abrigou o primeiro hospital da cidade – fundado pela Santa Casa – funciona nas dependências da Igreja da Misericórdia e possui rico acervo, composto por 3.874 peças, classificadas em diversas categorias, como alfaia, mobiliário, pinacoteca e imaginária.

É o maior legado religioso herdado dos portugueses no período do Brasil Colonial, com 467 anos de história, três a menos que a própria data de fundação da cidade, em 1549. E possui obras que contextualizam do século XVII até os dias atuais.

Dentre os destaques, os azulejos de 1712 que reproduzem a Procissão do Fogaréu, que a Irmandade da Santa Casa realizava na noite de Quinta-Feira Santa, e a sala com quadros do expoente pintor barroco José Joaquim da Rocha, que retratam a Paixão de Cristo. A Loggia (século XVIII) é um espaço arquitetônico de características europeias e conta com um rico trabalho de embrechado em quatro tipos de mármore que conferiu ao prédio do Museu o tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1938.

Entre as peças relacionadas expostas ao público, está uma cadeira feita exclusivamente para a visita de D. Pedro II, em 1859, e a escrivaninha de Ruy Barbosa, que foi funcionário da Santa Casa da Bahia. O Museu da Misericórdia ainda conta com quadros que retratam Antônio de Lacerda, projetista e executor da obra do Elevador Lacerda, e Raimunda Porcina de Jesus, que alforriou os escravos da Filarmônica dos Chapadistas.

PROGRAME SUA VISITA

O Museu da Misericórdia funciona de terça a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, aos sábados, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 12h às 17h. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), para estudantes, professores, idosos (acima de 60 anos) e pessoas com deficiência (PCD).

As visitas em grupo (escolar, universitário ou corporativo) devem ser agendadas para melhor aproveitamento. As visitas noturnas são realizadas para instituições de educação (escolas, faculdades etc.), de terça à quinta-feira, das 18h30 às 20h, sob agendamento prévio. A gratuidade na visita é concedida em qualquer dia e horário para Instituições Públicas, ONGs e Instituições filantrópicas.

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