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Um delicioso passeio pelos encantos da Chapada

Publicado em: 12/04/2019
Por: Fonte - Férias Brasil


Nem só de praia é formada a paisagem da Bahia. No coração do estado está um dos mais belos cenários do país, salpicado de cachoeiras, grutas, cânions e vales. Cobiçado pelos amantes do trekking, o Parque Nacional da Chapada Diamantina tem atrações que extrapolam seus limites e se espalham por cidadezinhas que tiveram seu apogeu no final do século 19, quando a região era famosa somente pelas jazidas de diamantes.
Uma das principais cidades da Chapada é Lençóis, com suas ruas de paralelepípedos e casario colonial que abriga pousadas, restaurantes e agências que oferecem atividades pelo parque e arredores. São muitas as opções de passeios – feitos sempre caminhando.

Imperdíveis são os que levam aos cartões-postais: Morro do Pai Inácio, com 1.200 metros de altitude, vista panorâmica e ponto de contemplação de um belíssimo pôr do sol; e cachoeira da Fumaça, a segunda maior do país, com 340 metros de queda.

Parque Chapada Diamantina

Com uma área de 1.500 quilômetros quadrados, o Parque Nacional abrange algumas cidades da região, como Lençóis – a “capital” da Chapada e principal base para explorar os atrativos da reserva -, Palmeiras/Vale do Capão (56 km de Lençóis), Andaraí (101 km), Igatu (114 km) e Mucugê (150 km). Cada uma guarda uma infinidade de surpresas, como cachoeiras, grutas, cânions, serras e platôs de tirar o fôlego.

Para conhecer os encantos, é preciso caminhar. Não deixe de fora do roteiro os cartões-postais da Chapada: a cachoeira da Fumaça, uma das maiores do país, com 340 metros de queda; e o Morro do Pai Inácio (fora da área do parque), que descortina um lindo pôr do sol a 1.120 metros de altitude

Cachoeira da Fumaça
A segunda cachoeira mais alta do Brasil, com 340 metros, é uma das principais atrações da Chapada. A maneira “mais fácil” de vislumbrar a água que jorra de um buraco no paredão é de cima, arrastando-se até a beira do precipício. Para chegar lá é preciso caminhar duas horas (6 km). Quem pretende apreciar a queda por baixo deve se preparar – partindo de Lençóis, são três dias de caminhada em meio às serras

Morro do Pai Inácio
A 1.120 metros de altitude, o morro do Pai Inácio descortina a mais bela vista panorâmica da Chapada. São 360 graus de paisagem de tirar o fôlego, ainda mais ao pôr do sol. Uma subida íngreme de 300 metros – que já descortina cenários fantásticos -, vencida em vinte minutos, leva ao topo do cartão-postal, que fica na cidade de Palmeiras, a 22 quilômetros do centro de Lençóis. Impossível não se sentir em paz em meio ao silêncio, ao vento e ao visual, contornado por imensas formações rochosas.

Poço Azul

Uma caverna inundada por águas cristalinas e azuladas só poderia ganhar o nome de Poço Azul. A profundidade chega a 16 metros e é permitido flutuar em alguns trechos – apesar da profundidade, dá para observar as formações rochosas incríveis debaixo da água transparente. Vá no início da tarde, quando a incidência do sol deixa as águas ainda mais azuis – entre fevereiro e outubro, a luz é ainda mais bonita.

O poço fica fora da área do Parque Nacional e é cobrado ingresso. O passeio e a flutuação são acompanhados por guias.

 

Poço Encantado
O poço fica escondido no fundo de uma caverna e é acessível com o auxílio de cordas improvisadas. As águas cristalinas e azuladas formam um espelho com 110 metros de comprimento e 70 metros de largura. Não é permitido nadar no poço. Entre abril e setembro, os raios do sol incidem diretamente no poço entre 10h e 13h30 – programe-se!

Cachoeira do Buracão

A caminhada fácil passa por belos cenários como Rio Manso, “Espalhado” – conjunto de pequenos poços formados pelo rio -, Buracãozinho (piscina em meio a um cânion) e cachoeiras das Orquídeas e do Recanto Verde.

Cerca de uma hora depois, chega-se a um cânion de três metros de largura e 90 de altura (por onde corre um rio de águas escuras), que leva ao Buracão. Nesse ponto, há duas opções: colocar um colete salva-vidas e nadar (mais segura) ou atravessar uma pinguela em meio aos paredões, além de caminhar agarrado às pedras (deixe essa tarefa para o guia, que levará sua máquina fotográfica com segurança).

Quem enfrenta os desafios é recompensando com uma grande aventura – nadar próxima à queda, de 85 metros, e até entrar atrás da cortina de água, dependendo do volume. No caminho de volta, dois mirantes naturais descortinam a queda e o “buracão” de cima – a vontade é de voltar e sentir a emoção toda de novo!

A cachoeira fica em Ibicoara, a 93 quilômetros de Mucugê. Dica: deixe o Buracão para o fim da viagem. É dificil outra atração superar tanta beleza e aventura!

Travessia Vale do Pati
Considerado um dos trekkings mais bonito do país, a travessia que liga o Vale do Capão à Andaraí soma 70 km, vencidos em cerca de cinco dias de caminhada. Com altitudes que chegam a 1.400 metros, revela paisagens panorâmicas contornadas por grandes platôs, muitos morros, vales escarpados, cerrado, resquícios da Mata Atlântica, riozinhos e cachoeiras. A cachoeira do Funil, o mirante do Cachoeirão (um dos mais impressionante da Chapada) e a puxada subida ao Morro do Castelo costumam estar presentes em todos os roteiros que levam ao vale. A aventura inclui ainda pernoites na casa de nativos, com direito a refeição caseira, luz de lampião e muitos “causos”.

Para quem não tem tanta disposição ou preparo, mas gostaria de apreciar algumas paisagens da travessia, a dica é o trekking Vale do Capão-Guiné: o roteiro guiado de sete a oito horas (24km) é quase igual ao primeiro dia do trekking do Vale do Pati, com direito a belos mirantes. Na chegada em Guiné, os paredões imensos que acompanhavam o percurso vão dando lugar a um suave declive. Uma outra opção é a caminhada Guiné-Cachoeirão, que pode durar dez horas. Já para os mais lights, a dica é a caminhada Guiné-Mirante da Rampa do Pati, que dura horas e ermina no belo mirante.

Tirolesa

A tirolesa na água pode ser feita no Rio Pratinha (em Iraquara) e no Poço do Diabo, em Lençóis.

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