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Além dos encantos naturais, a Bahia tem um vasto acervo cultural

Publicado em: 27/05/2019
Por: Adilson Fonsêca


Terra do Axé, da magia, da culinária exótica, da ancestralidade do brasileiro, histórico, cultural e até mesmo antropológica, a Bahia também tem uma diversidade que vai além das coisas tangíveis., mas que se faz presente em cada esquina, beco, ladeira: a sua herança cultural, presente nas manifestações folclóricas, nas festas de largo e no dia a dia de quem vive o seu cotidiano.

Dentre as inúmeras manifestações, que falam da ancestralidade do negro e do índio, mesclado com os portugueses na sua colonização, a Bahia é um rico acervo histórico e cultural, de onde se sobressaem a capoeira e o samba de roda, reconhecidos e tombadas pela Unesco/ONU, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como Patrimônios Imateriais da Humanidade.

Nessa mistura de culturas, costumes, sabores e valores, a Bahia cultiva um acervo histórico que vai além da arquitetura, que é imaterial e traduz a sua própria história e do seu povo, como a capoeira, o acarajé e o seu sincretismo religioso, que é materializado na Lavagem do Bonfim, que tem como um dos símbolos, as famosas fitinhas do Senhor do Bonfim, onde o Catolicismo e as religiões de matrizes africanas se identificam.

À miscigenação cultural e antropológica que aconteceu no período colonial com a chegada dos portugueses e africanos, se juntou à tradição dos índios que aqui já habitavam. Com o tempo, essa mistura virou atração turística e se destacou do resto do Brasil com uma identidade própria. E hoje, são considerados patrimônios imateriais pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Unesco.

Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim – E única em todo o Brasil e se tornou um dos maiores símbolos do sincretismo religioso no País. É realizada no segunda quinta-feira de janeiro em Salvador, e se transformou num dos principais atrativos da Bahia , unindo aspectos das culturas africana e portuguesa, marcadas pela religiosidade. Tombada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mescla a tradição da Igreja Católica, com novenas, celebração de missa, procissão pelas ruas da capital, com a tradição herdada pelas religiões de matrizes africanas, com as bençãos das mães e pais de santos, apresentações de grupos de afoxé e pela lavagem das escadarias, feita originalmente pelos antigos escravos, desde 1773.

Capoeira – Manifestação cultural herdada dos antigos escravos, no período colonial, sua arte/luta é uma das identidades não só de Salvador, mas do Recôncavo Baiano. Foi tombada em 2014 como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Utiliza elementos místicos que fazem parte da cultura do baiano, como rituais introdutórios, as músicas e instrumentos que compõem a dança e a luta, como o berimbau, pandeiro e outros instrumentos de percussão, além do bater de palmas dos participantes.

Roda de Samba do Recôncavo Baiano – De saias rodadas e cheias de rendas multicoloridas, mulheres, negras em sua maioria, compõem essa espécie de balé popular de rua. A união das danças africanas à poesia portuguesa também deu origem à roda de samba do Recôncavo Baiano, que foi tombada em 2008 como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco. Os participantes se organizam em círculo e cantam, enquanto as dançarinas ocupam o centro da roda e realizam os passos acompanhando o ritmo do samba.

Acarajé – A iguaria símbolo da Bahia, o famoso bolinho de feijão, antes oferecido aos orixás, é o prato que se encontra em todos os eventos típicos baiano. O patrimônio imaterial da Bahia também é manifestado do ofício das baianas do acarajé, tombado pelo IPHAN. O acarajé é um dos ícones da gastronomia baiana, que em 2014 foi elogiada por 95% dos turistas estrangeiros que visitaram a capital do estado.

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