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Barra do Serinhahém mantém a magia dos lugares bucólicos

Publicado em: 31/08/2019
Por: Adilson Fonsêca


Do outro lado da Península de Maraú, na Baía de Camamu, região do Baixo Sul do Estado,a pequena vila de Serinhanhém é um desses lugares onde o tempo parece não passar e o progresso chega a passos lentos. Entre a foz do rio que leva o nome da vila e o mar azul e calmo da baía, o vilarejo foi descoberto por turistas há menos de uma década, mas vem se tornando uma espécie de refúgio de quem quer curtir natureza sem as badalações dos centros urbanos.

Nos 1.100 quilômetros de litoral, de Mucuri, na divisa com o Espírito Santo, a Jandaíra, na divisa com o Estado de Sergipe, a Bahia apresenta recantos dos mais diversos, como as baías de Todos os Santos e Camamu, penínsulas como a de Maraú e reentrâncias formadas pelas foz de rios, d e de onde se descortinam ilhas e vilarejos poucos explorados, mas de imenso potencial turístico, graças às belezas naturais que possuem.

Como a maioria das praias que oferecem paz e tranquilidade aos visitantes, o acesso à Barra de Serinhaem, no município de Ituberá, não é tão fácil. E talvez por isso o lugar ainda esteja bastante preservado nas suas origens. De carro de passeio é possível se chegar ao lugar, passando pela orla quando a maré está baixa. Mas há risco de atolar na areia molhada. Usando veículo 4×4, é possível usar uma trilha de 18 quilômetros a partir da famosa e muito freqüentada Praia de Pratigi.

Quem não quiser se arriscar por terra, pode chegar pelo mar. Os barcos de linha saem de Ituberá e fazem o percurso em cerca de duas horas, bordejando por lugares paradisíacos e inabitados, manguezais e pequenos rios, a partir do Porto de Saici na maré baixa, ou do cais da cidade, durante a maré alta.

O paraíso – Serinhahém fica encravada entre as encostas e os grandes manguezais do Canal do Serinhaém, cortada ao meio pelo Rio Santarém e sede do município. Ituberá é uma pequena cidade que fica a meio caminho entre Valença e Camamu, nas margens da BA-001. Defronte à cidade ficam os manguezais e canais formados pelo Rio dos Cágados, que levam às principais praias e ilhotas da região.A cidade possui meios de hospedagem, restaurantes e píer de atracação no Canal de Serinhaém, com saídas para alguns povoados ribeirinhos, além de uma pista de pouso.

No passado a vila de Santarém (nome primitivo de Ituberá) era ainda um pequeno povoado mas já se destacava como uma área de conexão entre o interior e o litoral, sobretudo Salvador. O local mais movimentado era o porto, a partir do qual se dava a distribuição de mercadorias para o interior, em lombos de animais, e para o litoral, através de pequenas embarcações. A existência de ruínas de engenhos e a forte presença da cultura negra evidenciam a importância da cana-de-açúcar em tempos coloniais. Não por acaso, portanto, há comunidades remanescentes de quilombos no município Em 1909, a Vila de Santarém foi elevada à categoria de cidade. Em 1944 foi trocado o nome de Serinhaém para Ituberá.

Como chegar

A Barra de Serinhaém é uma ilha de pescadores. Quem quiser ir de carro, é necessário, alguns quilômetros antes da sede da cidade de Ituberá e seguir em direção à Praia de Pratigi e lá seguir a viagem pela praia, em marfé baixa, por cerca de 18 quilômetros . Existe uma estrada por dentro da mata, mas que sós é recome3ndável com a presença de um guia.

Para quem vai de ônibus, existem linhas regulares saindo do Terminal rodoviário de Salvador ou de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, até Camamu . De Itubera saem barcos para Serinhaem, pela manhã as 6.30 h e pela tarde 13 hrs (de segunda a sexta), e aos sábados, ás 12 h e aos domingos, às 6.30 h

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