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Espetáculo Frida Kahlo – A deusa

Publicado em: 15/05/2019
Por: Antonio Diniz


Quem foi Frida Kahlo longe dos holofotes, na vida particular, sem estereótipos? Desta pergunta partiu a investigação para a montagem do espetáculo ‘Frida Kahlo – A deusa tehuana’, que desconstrói o mito para falar da mulher.
Com direção de Luiz Antonio Rocha, atuação de Rose Germano e texto escrito pela dupla, o monólogo, que estreou em 2014 com sucesso de público e crítica, finalmente chega a Salvador para duas únicas apresentações, nos dias 25 e 26 de maio, sábado e domingo, às 20h, no Teatro SESC Casa do Comércio.
A peça é livremente inspirada no diário e na obra da pintora mexicana, artista que ultrapassou a popularidade adquirida com seu trabalho e tornou-se sua melhor arte e mergulha em aspectos mais íntimos e menos explorados da personalidade da pintora mexicana. Frida Kahlo pintou sua própria face um sem número de vezes no corpo de uma obra intensamente autorreferenciada. Teatralizou a sua própria existência, foi a expressão maior de luta e superação m esmo trazendo consigo as maiores dores – físicas e existenciais. No lugar do luto, vestiu-se de cores.
Diretor colecionador de sucessos em espetáculos como Uma Loira na LuaEu te Darei o Céu e Brimas, Luiz Antonio Rocha conta que todo o processo do monólogo partiu do corpo da Frida.  “A gente ficou um mês tentando descobrir como seria o corpo de alguém que fez mais de 30 cirurgias, que tinha dores e tomava morfina para sentir alívio; e que também teve pólio. Era uma mulher que certamente tinha dificuldade e m caminhar, mas, nas nossas pesquisas, vimos que as atrizes não costumam levar em conta esse aspecto na hora de caracterizá-la nos espetáculos”, explica. “A gente foi por outro lado. Fugimos do corpo cotidiano e trabalhos suas limitações e, a partir daí, fomos descobrindo a história que aquele corpo tinha para contar”.
Atriz com formação em Artes Cênicas pela UniRio e Cinema pela Universidade Estácio de Sá, Rose Germano sempre procurou aprofundar a sua arte e conduzi-la para um teatro de referências. Mergulhou no universo de Shakespeare, Brecht, Plauto, mas foi em ‘Frida Kahlo – A deusa tehuana’ que a atriz encontrou o seu grande desafio. Ao falar sobre o que a inspirou a viver Frida Kahlo no teatro, Rose Germano comenta que “há uma similaridade entre as cu lturas mexicana e brasileira, especificamente a nordestina, que estão as minhas raízes. Sou de Riacho do Meio, uma cidadezinha do interior da Paraíba. Foi aí que me inspirei, nesse povo guerreiro, nas histórias de mulheres cheias de vida e coragem.”
A atriz destaca ainda a importância de falar sobre a artista hoje. “A importância de reviver essa história está na autenticidade da mulher à frente do nosso tempo. Ela é a desmedida das coisas, está fora dos padrões estabelecidos. Viver Frida é encarar a vida e a morte com a mesma grandeza.”

Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia).
Vendas: Bilheteria do teatro ou pelo site ingressorapido.com.br
Informações: (71) 3273-8543

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