简体中文NederlandsEnglishFrançaisDeutschItaliano日本語PortuguêsEspañol
Home > Destinos Incríveis > Lavagem de Itapuã fecha o ciclo de festas populares

Lavagem de Itapuã fecha o ciclo de festas populares

Publicado em: 15/02/2019
Por: Adilson Fonsêca


Na última quinta-feira que antecede o carnaval, a Lavagem de Itapuã encerra o ciclo de festas populares e religiosas de Salvador e inicia o ciclo do carnaval. Como nas demais festas, onde o profano se mistura com o religioso e o sincretismo se faz presente, Itapuã entra pelo 114º ano consecutivo, com os elementos tradicionais desse tipo de festa na Bahia: muito samba de roda, baianas, banho de cheiro, lavagem da igreja e, ao final, o carnaval.

O bairro, um dois mais boêmios de Salvador, quase que nos limites geográficos da cidade, amanhece em festa. Afinal, é lá que ocorre uma das últimas celebrações populares antes do início do carnaval. A Lavagem de Itapuã é rica em sincretismo religioso, com a devoção de católicos à Nossa Senhora da Conceição e também do povo de santo, ou religiões de matrizes africanas, à Iemanjá, orixá rainha das águas e padroeiras dos pescadores.

As celebrações começam ainda na madrugada, quando o Bando Anunciador, formado por um grupo de percussionistas, percorre as ruas do bairro com cânticos e convocações para a festa. Às 5h, uma alvorada de fogos anuncia a festividade. Mas o ponto alto da festa acontece quando baianas ricamente trajadas, fazem a lavagem das escadarias da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, que fica na Praça Dorival Caymmi.

Um café da manhã costuma ser organizado pelos moradores mais antigos, mas quem quiser já pode curtir uma pré-lavagem, que é o ritual feito por outras baianas, nativas do bairro. Logo cedo, por volta das 6h, uma lavagem inicial é feita pelas “Nativas”, moradoras do bairro que há 30 anos assumiram a missão religiosa. Por volta das 12h, após um cortejo pelas ruas, é que a lavagem secular é feita pelas baianas.

Como é tradição, a Baleia Rosa inflável, de nove metros, faz parte do cortejo, que sai das imediações da Praia de Piatã e vai até o largo da igreja de Nossa Senhora da Conceição, acompanhado por charangas e muito samba de roda. A Baleia cor de rosa foi criada em 1987, pelo artista Wally Salomão, em homenagem à atividade econômica de Itapuã, na época em que as pessoas pescavam as baleias encalhadas para fazer extração do óleo e da pele do animal. Hoje além da baleia, há ainda um polvo gigante, de quase 12 metros.


Religioso e profano – Em Salvador tudo se mistura e no aspecto da religiosidade não é diferente. Além da parte religiosa, a Lavagem de Itapuã costuma ter diversas entidades culturais, samba de roda, desfiles e participação de diversos personagens locais. As baianas, os Filhos de Gandhy são os mais famosos no evento, e vários outros grupos, que saem, dep0ois do meio dia, à cada 15 minutos entre a Praia de Placadord até a ladeira do Abaeté.

História – A Lavagem de Itapuã foi iniciada em 1906, é é marcada pelo sincretismo religioso, com devoção à Nossa Senhora da Conceição, pelos católicos, e Iemanjá, pelos adeptos do candomblé. As comemorações começam logo de madrugada, ao som do Bando Anunciador e o café da manhã, cuja tradição iniciada por Dona Niçu tem continuidade com os filhos da falecida moradora do bairro. A tarde é marcada pela parte profana da festa, com comidas, bebidas e muita música.

Compartilhar: