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Não vai ter o Carnaval? Em Salvador tem um museu só dele

Publicado em: 24/01/2021
Por: Adilson Fonseca


A festa que movimenta milhões de baianos e turistas de todo o mundo em fevereiro, pode ser vista ao longo do ano em um local específico na capital baiana, no coração do Centro Histórico. A Casa do Carnaval é tudo aquilo que baianos e turistas, amantes da festa, podem dispor sobre a história, a formação das principais agremiações – blocos, trios, afoxés – e todas as informações sobre a festa de 2019.

O museu foi criado para contar a história da folia baiana, desde o seu fundador, Dodô e Osmar, na década de 1950, com a antiga “Fobica”, a antecessora dos atuais trios elétricos, ao surgimento dos afoxés, blocos afros e a miscigenação cultural e étnica, que marcaram o carnaval da Bahia nos últimos anos e faz da festa uma das maiores manifestações de rua do planeta.

O espaço é um museu permanente da capital baiana. Com quatro pavimentos, a Casa do Carnaval funciona no Centro Histórico, ao lado da Catedral Basílica de São Salvador, entre o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé. Aos visitantes, o convite é para fazer uma viagem visual e sensorial, com diversos recortes temáticos da festa, relembrando transformações sociais e da formação da identidade baiana. Funciona de terça a domingo, das 11 às 19 horas.

Investimento – Conhecer um pouco da história dessa festa que mobiliza milhões de brasileiros todos os anos, o município investiu mais de R$ 6 milhões para a implantação do espaço que traz toda a história do carnaval de Salvador. Além de conhecer a história do carnaval, suas principais estrelas e a sua multi variação de ritmos, o visitante ainda conta com um espaço para contemplar a Bahia de Todos os Santos com mesas e bancos característicos da festa de rua.

O projeto é o primeiro museu do país dedicado à memória da festa e está aberto a visitações de terças a domingos, das 11h às 19h. A curadoria do projeto é do artista, designer e cenógrafo Gringo Cardia junto com o professor doutor em Cultura Contemporânea e vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Paulo Miguez, um dos maiores especialistas nos estudos sobre festa, e de um amplo grupo de artistas e pesquisadores como Jonga Cunha e Bete Capinan que também contribuíram para a criação do espaço.

O grande diferencial da casa é a interatividade, entregue aos visitantes por meio de diversos recursos multimídia. No primeiro compartimento do térreo do prédio o visitante encontra à disposição uma biblioteca de livros relacionados ao Carnaval, a Salvador e suas artes e tradições. E ainda, 200 bonecos feitos de cerâmica que representam figuras típicas da folia.

Ainda no primeiro pavimento, a Sala da Criatividade e Ritmos do Carnaval da Bahia, que comporta até 40 pessoas, detalha a diversidade presente no carnaval baiano. Com luzes, refletores e fitas de LED, a proposta do espaço é remeter à vibração da festa. Ao som de músicas características da folia tocando, o visitante tem acesso a diversas vitrines com objetos inéditos cedidos por artistas, que mostram decorações antigas e atuais, importantes durante as festas de Carnaval. O espaço interativo reúne a memória da festa na Bahia em arquivo material, adereços, esculturas, vídeos e áudios.

No primeiro andar, no cinema interativo, o visitante escolhe o filme que deseja ver, com 10 minutos cada e outros para fazer fotos com os adereços disponíveis para caracterização. Aqui, o visitante conhece a história do ritmo e vivencia a experiência do carnaval dançando uma das coreografias dos blocos e bandas, orientados por dançarinos.

O Carnaval – O Carnaval de Salvador ou, como é chamado, o Carnaval da Bahia, é hoje uma das maiores manifestações de rua do mundo. Dos antigos blocos puxados pelos antigos trios elétricos, originários da invenção de Dodô e Osmar Macedo, na década de 1950, evoluiu a partir das mudanças dos antigos carnavais de clubes para o carnaval nas ruas, onde todas as classes se misturaram em blocos de trios, blocos afros, afoxés e travestidos.

As músicas deixaram de ser as marchinhas executadas por orquestras para serem cantadas por estrelas que se projetaram nacionalmente, já a partir dos anos 70 e 80, co,m Moraes Moreira., Caetano Veloso e posteriormente com a Axé Music de Luiz Caldas, Daniele Mercury, Ivete Sangalo e Carlinhos Brow, entre outros, tornando uma celebração mais abrangente.

E se espalhou por toda a cidade a partir dos circuitos da festa: Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande/Avenida)) e Batatinha (Centro Histórico)).

· Circuito Osmar: começou em 1950 e percorre do Campo Grande até a Praça Castro Alves, passando pela Rua Chile, Rua Carlos Gomes e Avenida Sete de Setembro. Com cerca de cinco quilômetros de extensão

· Circuito Dodô (também conhecido como Circuito Barra-Ondina): da Barra até Ondina, sai do Farol da Barra e chega à Praia de Ondina, num total de quatro quilômetros. Começou no início da década de 1980 com cerca de cinco horas de duração.

· Circuito Batatinha: nas ruas do Centro Histórico, do Largo do Pelourinho até o Terreiro de Jesus, não há nenhum trio elétrico, apenas desfila os blocos para crianças, sendo um local mais reservado para curtir o carnaval.

· Circuito Sérgio Bezerra: desfiles de blocos de bandas de sopro e de percussão na Avenida Oceânica, na Barra, do Farol ao Morro do Cristo. O circuito foi estabelecido em 2013 para a folia na quarta-feira anterior ao Carnaval dos blocos ligados à Associação Carnavalesca de Entidades de Sopro e Percussão.

· Circuito Riachão: seu percurso se estende pela Mudança do Garcia, que vai do Garcia até a Passarela Nelson Maleiro, no Campo Grande. Foi criado em 2015 e estreou na folia de 2016.

· Circuito Mestre Bimba: inicia na Rua do Norte à Rua do Sítio Caruano, no Nordeste de Amaralina. Foi criado em 2015 e estreou na folia de 2016.

· Circuito Orlando Tapajós: inicia na Avenida Oceânica, no trecho entre o Clube Espanhol e o Largo do Farol da Barra, e receberá o pré-carnaval na Barra, com o Furdunço e o Fuzuê, criados respectivamente em 2014 e 2015 – ambos com apresentações de chão, sem veículo de som e sem cordas, com fanfarras e bandinhas, bandas de sopro, percussão e batucada. Assim como os outros dois acima, foi criado em 2015 e estreou na folia de 2016.

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