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O som da batida do Olodum irradia magia e contagia

Publicado em: 10/01/2020
Por: Adilson Fonsêca


Não foi à toa que o Rei do Pop rock, Michael Jackson, se rendeu ao som e dançou ao som dos tambores nas ruas e ladeiras do Pelourinho, quando aqui esteve para gravar um dos seus mais famosos discos. E não é à toa que o samba-reggae é uma das marcas registradas da musicalidade baiana, onde o ritmar quase que hipnótico dos tambores, contagia e irradia magia entre baianos e turistas em, todo no Centro Histórico de Salvador.

O Olodum surgiu de uma brincadeira carnavalesca em 25 de abril de 1979, entre os amigos Carlos Alberto Conceição, Geraldo Miranda, José Luiz Souza Máximo, José Carlos Conceição, Antônio Jorge Souza Almeida, Edson Santos da Cruz e Francisco Carlos Souza Almeida. O que era para ser uma opção de lazer momentânea para os moradores do antigo Maciel, uma comunidade existente no Pelourinho, acabou se transformando em uma das principais instituições do carnaval de salvador.

Quem já não andou pelo Pelourinho e ouviu ecoar pelas paredes dos casarões históricos o batido da batida percussiva dos tambores do Olodum? E é ali mesmo, há 40 anos, que esse som se espalha e já não alcança apenas os moradores e frequentadores do Pelourinho, mas todo no Centro Histórico, toda Salvador, o Estado, o Brasil e em vários países do mundo. Seu ritmar, inaugurando o samba reggae, é cantado, dançado, coreografado por todos e por vários outros grupos musicais do carnaval e fora dele, em um processo identitário da ancestralidade africana e dos antigos escravos na Bahia.

O que é – A palavra Olodum é de origem Yorubana, idioma falado pelos Yorubás vindos da Nigéria e do Benin, para a Bahia, no período da escravidão na Bahia. A palavra completa é Olodumaré – o Deus criador, o Senhor do universo, e representa, no Candomblé, um princípio vital, a Suprema Ordem Fundamental – SOF.

Mas o Olodoum, como é conhecido de baianos e turistas do mundo inteiro, grupo ganhou sonoridades diferentes, transformou a musicalidade africana calcada na percussão e originou novos ritmos, como o Ijexá, Samba, Alujá, Reggae, Forró e se transformou numa expressão viva do samba-reggae.

Significado das cores – O verde, o amarelo e o vermelho, que estampam várias indumentárias durante o carnaval de Salvador, têm um significado todo especial para o Olodum. Elas são a base do Pan-Africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae. Representam ad cores internacionais da diáspora africana e constituem uma identidade internacional contra o racismo e a favor dos povos descendentes da África. O verde, as florestas equatoriais da África. O vermelho, o sangue da raça negra. O amarelo, o ouro da África (maior produtor mundial). O preto, o orgulho da raça negra. O branco, a paz mundial.

O Olodum se consagrou como um dos grupos musicais brasileiros de maior prestígio internacional, já tendo se apresentado em mais de trinta países, em todos os continentes. Já encantou artistas como Michael Jackson, Linton Kesey Johnson, Paul Simon, Julian Marley, Gal Costa, Caetano Veloso, Ivete, Gil, Tim Maia, Jorge Ben, Elba Ramalho, Daniela Mercury e Carlinhos Brown. E criou ações e programas, a exemplo da Escola Olodum, a Banda Olodum, o Bando de Teatro, a Fábrica de Carnaval, além da realização de seminários, jornais, livros e pesquisas sobre a África, campanhas contra as formas de violência e pela paz.

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