简体中文NederlandsEnglishFrançaisDeutschItaliano日本語PortuguêsEspañol
Home > Destinos Incríveis > Iguape, um refúgio na Baía de Todos os Santos

Iguape, um refúgio na Baía de Todos os Santos

Publicado em: 05/05/2019
Por: Adilson Fonsêca


A Bahia é tão rica em belezas naturais que não se contenta apenas com uma baía, a maior do Brasil e a segunda maior do mundo. Nesse imenso mar interior de 1.233 quilômetros quadrados, de profundidade de até 70 metros e de águas cristalinas e calmas, encontra-se uma outra baía, de dimensões menores mas não menos bonita: a Baía de Iguape, pouco explorada pelo turismo e que guarda reminiscências históricas dos primeiros anos da colonização brasileira.

Se você é daqueles que gostam de aventura e da natureza, alugue um barco ou saveiro e conheça os encantos do interior da Baía do Iguape, uma reentrância entre o mar da Baía de Todos os Santos e o Rio Paraguaçu, no município de Cachoeira, a pouco mais de 100 quilômetros de Salvador. A região Foi palco dos primeiros processos de colonização na Bahia, onde os engenhos de cana de açúcar proliferavam e a população escrava residia cultivando as lavouras dos grande fazendeiros da época. Essas comunidades deram origem aos atuais quilombos.

Em torno das suas águas, calmas e profundas, está localizada a sede do município de Maragogipe e as vilas de Santiago do Iguape, São Francisco do Paraguaçu e Nagé. A população desses locais sobrevive basicamente da pesca artesanal, da cultura do fumo e da pequena agricultura familiar. O acesso por terra propicia ao viajante o conhecimento dos remanescentes de quilombolas, a cultura ancestral trazida pelos escravos africanos que se expressam nos pequenos vilarejos entre o mar e o rio.

A baía em si é um dos mais ricos ecossistemas como mata atlântica remanescente, floresta secundária, manguezal e restinga, abrigando milhares de famílias que vivem destes ecossistemas próprios ou associados. Pesca artesanal, extrativismo vegetal e agricultura de subsistência são as principais atividades econômicas destas populações. Para preservar o local, o Governo Federal transformou o local numa Reserva Extrativista (RESEX), como forma de proteger os ecossistemas de manguezal e aquáticos, assim como o modo de vida das populações extrativistas: pescadores e marisqueiros.

Beleza e história – De Cachoeira ou Maragogipe, duas cidades que ficam nas margens do Rio Paraguaçu, a pouco mais de 100 quilômetros de Salvador, e próximas à Baía do Iguape, se chega a lugares pouco explorados mas de extrema beleza natural e histórica. Navegando a partir da cidade de Cachoeira em direção à Iguape, se vislumbra, do lado esquerdo as ruínas do majestoso prédio do Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, construído entre os anos de 1658 e 1686 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Já a Vila de Santiago do Iguape é um pequeno lugarejo de pescadores e pequenos agricultores quilombolas, localizado na margem esquerda da Baía do Iguape, fundado pelos padres jesuítas em 1561 na então Capitânia de Mem de Sá. Como esse trecho está perto da foz do Rio Paraguaçu, é uma das áreas mais piscosas, e berçário natural de várias espécies que habitam os diversos manguezais da região.

O principal monumento da vila é a Igreja Matriz, construída pelos padres jesuítas, em 1608, sendo a primeira igreja construída no interior da Bahia. A igreja tem fachada em estilo barroco e na sua fachada tem o medalhão com as insígnias de SANTIAGO: cajado, livro e a cabaça. Em 25 de julho, a vila se enche de visitantes das cidades e localidades vizinhas para e festa do padroeiro.

Nagé – O povoado está na margem direita do Rio Paraguaçu e bem próximo à Baía do Iguape. É conhecido pela produção de artesanato de barro e o intenso cultivo de caranguejo. No turismo, é muito conhecido pelas regatas de barcos a vela que fazem o percurso Baía de Aratu — Nagé, caracterizado por ter um trecho de difícil navegação dentro do Rio Paraguaçu, devido às fortes correntezas influenciadas pela variação das marés e da pouca largura do rio.

Compartilhar: