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Museu de Arte Sacra. Um tesouro encravado no coração de Salvador

Publicado em: 03/10/2019
Por: Adilson Fonsêca


Quem passa pelo centro da cidade, entre a Praça Castro Alves e a Avenida Sete, não percebe que em uma das transversais da Rua Carlos Gomes (a rua em sentido oposta à Avenida Sete) se esconde um dos mais belos tesouros da arquitetura e história cultural da Bahia: o Museu de Arte Sacra da Bahia, instalado nas dependências do antigo Convento e Igreja de Santa Tereza, na Rua do Sodré.

Com uma arquitetura que retrata bem o período colonial do Brasil e quase que debruçado sobre a Baía de Todos os Santos, cercados por casarios históricos, o museu é uma relíquia pouco conhecido dos baianos e turistas, mas com um vasto e rico acervo histórico-cultural-religioso.

Criado em 10 de agosto de 1959 como o primeiro museu universitário da Bahia e mantido como órgão suplementar da Universidade Federal da Bahia (UFBA) o Museu de Arte Sacra abriga uma rara e preciosa coleção de arte sacra cristã, abrigada em um dos mais destacados conjuntos arquitetônicos seiscentista brasileiro: o antigo Convento de Santa Teresa.

Das 146 janelas do museu é possível ver toda a Baía de Todos os Santos, desde a Ilha de Itaparica até a de Maré. O interior do templo, de nave única, é coberto por abóbadas reforçadas com arcos de pedra de cantaria; o coro fica situado sobre abóbadas de arestas e um arco quase plano – típico na arquitetura seiscentista luso-brasileira; os confessionários foram construídos na própria edificação para permitir que as confissões fossem realizadas sem que os padres saíssem de sua clausura.

Além da igreja, sacristia, coro, capela interior, refeitório, sala de capítulo e biblioteca, o conjunto dispõe de 16 salões, 12 salas, 10 celas, longos corredores e galerias e duas escadarias de pedra com painéis de azulejos do século XVII nas paredes.

História – O acervo tem cerca de 5 mil peças, entre elas imagens raras em marfim de O Bom Pastor, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Anunciação, Nossa Senhora com o Menino. Conta também azulejos representativos dos séculos XVII, XVIII e XIX que compõem o edifício; pinturas feitas pelo criador da Escola Baiana de Pintura, José Joaquim da Rocha (século XVIII), e seu discípulo José Teófilo de Jesus (século XIX). Além de mobiliários de alta qualidade, entre outras peças. Todo o conjunto é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio nacional desde 1938, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985.

A história do museu começa em 1661. De acordo o Conhecendo Museus, projeto que apresenta, com detalhes, os principais museus do Brasil, o Museu de Arte Sacra surge quando chegam à Bahia monges portugueses da Ordem dos Carmelitas Descalços, que seguiam para a Angola. Eles instalaram na capital o Convento de Santa Teresa D’Ávila.

Com a redução do número de monges, a Ordem entra em decadência e a Arquidiocese decide instalar no edifício o Seminário Arquiepiscopal. E finalmente, em 1957, o então reitor da Universidade Federal da Bahia, professor Edgar Santos, resolve criar um Museu de Arte.

Serviço

Além da importância artística e histórica, o MAS se torna também laboratório de ensino, pesquisa e extensão, para alunos da UFBA, principalmente dos cursos de Museologia, Arquitetura e Artes Plásticas.

Horário – Segunda a Sexta: 11h30 às17h30

3 anexos

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