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Simpatia e musicalidade do baiano, atrativos que só essa terra tem

Publicado em: 20/06/2019


O mais difícil para quem visita a Bahia, notadamente Salvador ou as cidades litorâneas, e deixar de ouvir um som musical. Pelas ruas e ladeiras do Centro Histórico, sempre se ouve um som dolente de um berimbau acompanhado pelo som surdo de um tambor. Nos bairros à beira mar, o pagode com jeito próprio do baiano, acompanhado do ritmo do arrocha e do reggae. E mesmo do axé, nas suas mais variadas formas, mesclado com outros estilos musicais.
É difícil para qualquer Estado brasileiro superar a Bahia quando se fala em turismo: mar, sol, coqueiros, cidades históricas, ecoturismo e pratos de dar água na boca podem ser curtidos pelo visitante em ambientes alegres e hospitaleiros, com uma infraestrutura que até turistas vindos do Primeiro Mundo aprovam.


E a esse ingrediente que só se vê nesses lados do Brasil, a simpatia de um povo que tem um jeito próprio de se expressar, quer  na fala, nos gestos, na culinária, no sincretismo religioso, nas artes e na culinária. Tudo se direcionar para a alegria, que explode de forma mais intensa no verão, mas que ao longo do ano vai se mantendo com as formas mais criativas.
O baiano tem um linguajar próprio, que foi possível até se criar um dicionário de “baianês”, que é uma expressão do idioma Português com um jeito meio apimentado da Bahia. Na Geografia, até a década de 70, o Estado fazia parte da Região Leste, mas com a nova divisão regional do País, passou a se integrar à Região Nordeste. Mas mesmo aí se diferencia dos demais estados, principalmente nas expressões artísticas, como o carnaval e na gastronomia.


Jeito de ser – A simpatia do baiano é um dos motivos que levam as pessoas a visitar a Bahia. Povo hospitaleiro, alegre, têm uma musicalidade sem igual e conservam suas tradições e religiosidade. O sincretismo se manifesta não apenas na religiosidade, mas na etnia, onde negros, brancos e índios se misturaram, como herança do período da colonização. Cada povo que por lá esteve, de alguma forma, deixou sua contribuição nos costumes, na formação cultural e nas tendências artísticas.


Em Salvador, primeira capital do Brasil e a porção mais negra fora do continente africano, Senhor do Bonfim,, herança religiosa trazida pelos portugueses, é também em Oxalá, orixá das religiões de matrizes africanas.; Assim  como Sana Barbara é Iansã e existe até uma igreja onde se abrigam, no mesmo espaço e nos mesmos cultos religiosos, os santos católicos São Lázaro e São Roque, com os orixás Omolu e Obaluaê.
No Recôncavo baiano, a cidade de Cachoeira, a 107 quilômetros de Salvador, abriga a centenária Festa da Irmandade da Boa Morte, feita por mulheres negras herdeiras do período escravocrata. Mas elas são acompanhadas nas festividades por católicos e de outras religiões ocidentais. O mesmo se verifica em Salvador, a na famosa Lavagem do Bonfim, onde baianas das religiões de matrizes africanas, são benzidas com Águia Benta, em rituais do Catolicismo.


Sincretismo total – A influência da cultura africana está presente na culinária, nos cultos religiosos, no vocabulário, nas artes e também no famoso carnaval de Salvador. Predominam as cores vibrantes na pintura e a batida dos instrumentos de percussão na música. Difícil é achar um cidadão que não saiba qual o seu orixá (seu santo, seu guia espiritual).
Dos menos favorecidos até os mais abastados, de políticos a intelectuais de prestígio, todos seguem as orientações das ialorixás (mães de santo) ou dos babalorixás (pais de santo) da Bahia. Os terreiros de candomblé representam núcleos comunitários e são freqüentados por quase todos. A quantidade de igrejas e templos evangélicos, é quase que a mesma quantidade de terreiros de candomblé e umbanda, onde tudo em um sincretismo tão arraigado que a cada um dos principais orixás está associado um santo.

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