Rio Vermelho
Imagine um lugar onde você encontra de tudo sem precisar se deslocar tanto e ter tudo quase que ao alcance das mãos. Gostos dos mais simples aos mais requintados, com opções diversas de preços, espaços e características. Para quem visita pela primeira vez ou quer conhecer um pouco mais de Salvador, nos seus segredos e magias, o Rio Vermelho é o lugar ideal.
Ali, à beira mar ou subindo as ruas estreitas do morro ou descendo para o vale, baianos e turistas encontram o que há de bom e do melhor da capital que é considerada o berço da brasilidade. O toque dos tambores, a prosa de Jorge Amado cantada nas mesas dos bares, e o tempero do dendê, nos tabuleiros de acarajé ou nos cardápios dos restaurantes. Tudo isso sem contar com o barulho do mar e as inovações que todo baiano apresenta no dia a dia.
O Rio Vermelho é por si só uma mistura de opções, com um pouco de tudo. Durante o dia, a magia do mar, com o vai e vem dos pescadores propicia uma agradável viagem. Como ali, na Praia do Buracão, onde a praia parece ser um espaço privado, mas é livre e recatada como feita para os que querem um pouco mais de privacidade. Ou no agito do Largo de Santana, onde estão duas das lendas do acarajé de Salvador: Dinha e Regina.

Do amanhecer para os notívagos ou para os madrugadores, ao entardecer, são sempre momentos especiais. Pois pode-se assistir à missa na Paróquia de Santana e sentir a brisa da praia tocar nosso rosto, e depois ter tempo para conversar com a Rainha Yemanjá e lhe agradar com oferendas.
Afinal,m a Bahia é sincrética e os dois credos, Catolicismo e Religiões de Matrizes Africanas convivem em plena harmonia. Afinal, a Bahia é sincrética da religião à música, sabores e costumes.
E quando a noite cai, o bairro, que tem sua agitação costumeira, mostra a sua verdadeira identidade: a boêmia. O Rio Vermelho é boêmio na sua
essência. Respira arte, poesia, música, onde todas as tribos se reúnem e todos os costumes e hábitos se harmonizam. Com diversas opções
gastronômicas e musicais, é o ideal para quem adora curtir a noite da cidade e consegue mesclar clima de azaração com família. Há espaços para
tudo e todos.
Se se quer badalação, azaração, o Largo de Santana é o ideal. Entre o circular entre uma mesa e outra, ou mesmo nas filas para saborear o acarajé e abará de Dinha ou Regina , há sempre oportunidades de se conhecer caras novas. Mas ali perto, boates e casas de shows oferecem públicos distintos e misturados, como também opções gastronômicas das mais simples às mais sofisticadas.
Mas para os descolados, pode-se explorar o antigo Mercado do Peixe, hoje Vila Caramuru. Se o local for o Largo da Mariquita o ambiente muda, pois além de ser mais barato que a Vila, o ambiente é mais familiar, com adultos e idosos, que também aproveitam para comer um acarajé na Cira,
outro símbolo do acarajé de Salvador.
Ou, quem quer começar cedo, curtir um bate-papo e encontro com os amigos, antes de seguir para as baladas, basta ir um pouco mais adiante, no novo Mercado do Rio Vermelho, na Chapada, e curtir uma seresta. Ali o tradicional Bar do Edinho é um referencial, com seu cozido e rabada, sempre antecede4ndo de uma Gabriela, bebida típica do local.

É esse sincretismo social, religioso, cultural e gastronômico que permite encontros de vários estilos, pessoas, bairros, culturas e até de países
diferentes, que torna o Rio Vermelho o lugar mais moderno e eclético da cidade.. Está tudo ali, bem pertinho. Caminhar na praia, ir à igreja a pé ou
apenas descer para pegar uma pizza na sexta-feira à noite são algumas das vantagens.
Como chegar
Não existem segre3dos. De qualquer parte da cidade se chega ao Rio Vermelho, pois assim como o baiano em si, o bairro é eclético e, portanto, acessível a todos.