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Camamu tem história, praias e muitas surpresas aos visitantes

Publicado em: 20/02/2021
Por: Adilson Fonsêca


Para muitos, a cidade é apenas ponto de passagem para quem vai para Itacaré ou Barra Grande, na Península de Marau. Mas Camamu, uma das mais antigas cidades do Brasil, fundada ainda como arraial em 1560, reserva pequenas surpresas nos seus dois andares – Cidade Alta e Cidade Baixa – que se debruçam sobre o Rio Acaraí, a porta de entrada para inúmeras ilhas e praias paradisíacas na terceira maior baía do Brasil.

Até o início deste século, Camamu era uma espécie de ponto final para quem seguia pelo litoral do Baixo Sul, saindo de Valença. Pela rodovia BA-001. De lá seguia-se por Travessão até a BR-101 e se chega a Ilhéus. Com a ligação completada pela BA-001, com a construção da ponte sobre o Rio de Contas, a distância até Itacaré caiu para 19 quilômetros e aproximadamente 100 quilômetros até Ilhéus, facilitando a vida de quem chega de avião a essa cidade, vindos de Salvador ou outras capitais.

Camamu fica nas margens do rio Acaraí, e foi construída à semelhança de Salvador (1549), com ruas estreitas e dois andares. Na parte alta, ficam as igrejas e as casas e sobrados em estilos coloniais. Na parte baixa, fica o porto e o comércio em geral. A cidade é arrodeada por manguezais do Rio Acaraí em encontro com o mar, que forma o estuário da Baía de Camamu, a terceira em extensão, atrás da Baía de Todos os Santos e da Guanabara, e a mais profunda.

O principal hotel é o Acaraí, entre a divisa da Cidade Baixa com a Alta, de boas acomodações e ampla piscina, de cujo terraço dá para ver a extensão de parte da baía.  Para quem está na cidade, seja de passagem para outras localidades, ou como hospedagem enquanto organiza visitas às ilhas da baía ou às praias da Península de Maraú, há bons locais para visitar, como a histórica Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, construída no século XVIII, e a Igreja de São Benedito, de 1839 e que foi residência dos jesuítas. Nessa igreja há um corredor que liga o templo a um sobrado do outro lado da rua, que era utilizado para fuga dos ataques holandeses. Merece uma visita ainda a Igreja de Nossa Senhora do Desterro, de 1670, com cúpula nervurada de base quadrada, uma reminiscência gótica. Fato que se vê em muitos sobrados de portas e janelas do tipo Maria I.

A Baía de Camamu – Se hospedar em Camamu sai mais em conta e não impede de se visitar tanto Itacaré, a apenas 19 quilômetros de distância, como as praias da Baía de Camamu ou Maraú. Para Itacaré dá para fazer um tour de carro durante todo o dia e retornar no final da tarde para Camamu. Para as ilhas e praias da Baía de Camamu, há barcos a todo momento saindo do porto da Cidade Baixa, que retornam ao anoitecer.

Depois das visitas às praias, nada melhor que parar em um dos quiosques ou trailers instalados ao longo do cais da Cidade Baixa, e não apenas apreciar o pôr do sol, mas também saborear partos típicos, como o Peixe Assado na telha, onde a espécie Bijupirá é um manjar dos deuses. Ou ver do alto de um mirante situado na sua parte alta da cidade, que descortina para a baia e os diversos manguezais, e revela o contraste dos casarios entre as cidades Alta e Baixa.

Durante o dia, a visita às praias se torna um prazer inesquecível. Algumas são localidades ainda rústicas e desertas, de praias de um mar calmo e transparente, como a ilha da Pedra Furada, ou Sapinho e Goió, que ficam entre o mar e os manguezais que são fartos na região. Pode-se visitar o Povoado de Campinho, que teve um projeto para ser o segundo principal porto baiano, devido à sua profundidade, ou visitas à Ilha Grade, Barra Grande, e um tour pelos caminhos que ligam diversos povoados e ilhas semi desertas que compõem esse mosaico geográfico entre o rio e o mar.

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