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Em Canudos, a história de Antônio Conselheiro

Publicado em: 12/11/2020
Por: Adilson Fonseca


Quando se pensa no Estado da Bahia se pensa em praias, carnaval e festas populares. Mas aqui também é a terra da história, onde fatos marcantes da vida do País se passaram e deixaram marcas.
Que o digam as bravas Maria Quitéria e Joana Angélica. O 2 de Julho é o maior símbolo da Independência do Brasil. E Canudos, um desses marcos histórico-cultural da Bahia com outras histórias a contar.


Distante 378 quilômetros de Salvador pela BR-116 Norte, o atual município de Canudos, emancipado em 1986, possui pouco mais de 17 mil habitantes e está encravado em pleno sertão baiano, na Região do Raso da Catarina, um dos locais mais áridos do Estado, mas de belezas naturais inigualáveis. Ali é o paraíso das quase extintas Ararinha Azul.
Mas a região guarda outro aspecto cultural e turístico: o Arraial de Belo Monte ou Velha Canudos, palco de luta da Guerra de Canudos (1895-1897) liderada pelo beato Antonio Conselheiro, e que mobilizou sertanejos contra tropas federais de vários estados.


O povoado, que foi em parte engolido pelas águas do atual Açude de Cocorobó, no Rio Vaza Barris, ainda guarda relíquias da guerra e se transformou em um dos marcos culturais mais importantes do sertão brasileiro.
A atual cidade de Canudos é a terceira Canudos da região. A primeira surgiu no século XVIII às margens do rio Vaza-Barris, a 12 quilômetros da localidade atual. Com a chegada de Antônio Conselheiro e seus seguidores, em 1893, o lugar foi rebatizado como Belo Monte, que chegou a ter mais de 25 mil habitantes.
A segunda Canudos surgiu por volta de 1910, sobre as ruínas de Belo Monte. Seus primeiros habitantes eram sobreviventes da guerra. Depois de uma visita do presidente Getúlio Vargas, em 1940, decidiu-se construir um açude no local.


Em 1950, com o princípio das obras de construção da barragem que inundaria o vilarejo, os habitantes começaram a sair, partindo para outras localidades da região
A Terceira Canudos formou-se aos pés da barragem em construção, numa antiga fazenda chamada Cocorobó, a 20 quilômetros da segunda Canudos, e onde hoje está a cidade. Com o lago do açude, o local onde ficava a antiga Canudos desapareceu em 1969.

Vale à pena visitar
• Parque Estadual de Canudos, que preserva alguns pontos onde ocorreram as batalhas da Guerra de Canudos, dentre eles o Alto do Mário, o Alto da Favela e a sede da Fazenda Velha – onde morreu o Coronel Moreira César, conhecido como o corta-cabeças, em sua desastrada tentativa de conquistar Canudos.
• Instituto Popular Memorial de Canudos, que preserva o Cruzeiro de Antônio Conselheiro crivado de balas durante a guerra, além de uma coleção de arte popular inspirada na história do Belo Monte e uma pequena biblioteca sobre a guerra de Canudos e questões camponesas.
• Memorial Antônio Conselheiro, mantido pela UNEB, que guarda achados arqueológicos da região, além de algumas roupas e máscaras usadas na produção do filme “A Guerra de Canudos”, de Sérgio Rezende.
• Estação Biológica de Canudos, mantida pela Fundação Biodiversitas

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