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Museu de Arte da Bahia guarda uma valiosa coleção

Publicado em: 11/05/2019
Por: Adilson Fonsêca


Ele é o mais antigo dos museus existentes no estado e sua localização, no Corredor da Vitória, permite que faça parte de qualquer roteiro turístico der quem visita Salvador. São 13.686 peças adquiridas pelo Governo do Estado ao longo dos anos de obras de grandes coleções particulares. No seu imponente palacete, onde está instalado desde 1982, quando foi transferido, depois quer o prédio anterior foi demolido, está parte significativa da história da Bahia.

Criado em 1918 no antigo ´prédio anexo ao Arquivo Público do Estado, o museu foi transferido em 1982 para sua atual sede, no Corredor da Vitória. Como um cartão de visita para quem vai ao local, logo no andar térreo há mapas e aspectos da Salvador do séc. XVII, na época da invasão holandesa, em 1624, além de gravuras que remetem a um passeio pela cidade de Salvador no séc. XIX.

Imponente na sua arquitetura, ele exibe a escada de jacarandá que dá acesso ao andar superior, como uma obra completa em si mesma e, no andar superior, é possível conhecer a obra de importantes nomes baianos, como Presciliano Silva, Alberto Valença e Mendonça Filho. Uma aula de Bahia para baianos e turistas.

Acervo – O acervo do Museu de Arte da Bahia é composto por uma variedade de peças, distribuídas em coleções de pinturas, esculturas, religiosas, porcelanas, mobiliário, prataria, vidros e cristais, numismática, desenhos e gravuras, além de joias, leques e indumentárias femininas além de um pequeno núcleo de objetos de uso feminino, além de fotografias e cartas de diversos períodos da história baiana.

A biblioteca, criada em 1931, pelo historiador Francisco Borges de Barros, possui um acervo de mais de nove mil livros, mais de 15 mil recortes de jornais e outros 260 títulos escritos diversos.

Dentre as suas coleções, obras como a coleção de pintura do Conselheiro Jonatas Abbott, dos séculos XVII e XVIII, de origem italiana, francesa, flamenga, holandesa, onde se destaca o quadro da Escola de Caravaggio “David com a Cabeça de Golias”; e em 1943, a de Francisco Marques de Goés Calmon, que reúne importantes conjuntos de artes decorativas, notadamente as porcelanas orientais e o conjunto de “louça histórica” que pertenceu a vários representantes da aristocracia brasileira.

O palacete – O Palácio da Vitória, atual sede do Museu de Arte da Bahia, localiza-se na Avenida Sete de Setembro, no trecho do “Corredor da Vitória”. Anteriormente no local havia um palacete de um rico comerciante de escravos, construído em 1858 e que foi transformado no antigo Colégio São José. Em 1879 o imóvel foi comprado pelo Governo da Bahia e em 1889 foi transformado na antiga Residência dos Governadores. Em 1924 o palacete foi demolido, para dar lugar ao edifício atual.

Feito em concreto armado e estilo neocolonial, o prédio possui diversos elementos arquitetônicos originários de outros solares demolidos. Destaca-se, sobretudo, a portada seiscentista em cantaria e madeira entalhada, datada de 1674 e proveniente do Solar João de Aguiar Matos. Dotada de moldura em arenito, formando desenho de tranças e frontão com volutas, a portada é equipada com uma porta monumental em jacarandá e vinhático, entalhada e decorada com motivos de painéis retangulares e máscaras em baixo-relevo. Outro elemento original importante é o corrimão escalonado da escada nobre, procedente do antigo Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, formado por seções de uma grade de comunhão, com colunas torneadas e figuras entalhadas, bastante representativo da talha barroca.

Serviço:
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 13 às 19 horas, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 19 horas.
Telefone: 3117-6902

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