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Alguns cantinhos na Bahia que nem os baianos conhecem

Publicado em: 02/08/2019
Por: Adilson Fonsêca


Quer uma programação bem diferente em Salvador? Conhecer alguns cantinhos dessa bela Baía de Todos os Santos que poucos baianos conhecem? Então vamos nessa, mas com espírito de aventura, tá!

Numa área de 1.233 quilômetros quadrados, onde estão 56 ilhas, você vai descobrir que em pleno século XXI, no entorno da terceira maior capital do país, a bela Salvador, a Baía de Todos os Santos ainda reserva agradáveis surpresas a quem se aventura a percorrer suas reentrâncias da costa litorânea que banha vários municípios.

Das 56 ilhas, algumas são desabitadas como a Ilha do Medo, transformada em Estação ecológica tombada perla União. Outras, como as ilhas das Fontes, Ilha das Vacas, Maria Guarda e Cajaíba, são quase virgens, com seus poucos habitantes mantendo um ritmo de vida que em nada lembra o dia a dia agitado das grandes cidades.

Mas chegar nesses locais só mesmo para quem gosta de aventura e sabe apreciar as belezas da natureza na sua forma mais simples. Cercadas por um mar que em alguns locais chega a uma profundidade de 70 metros, o mergulho é outra atração, embora com visibilidade mesmo até os 20 metros. Mas uma simples caminhada por esses pedaços esquecidos de Bahia já basta. Essas ilhas são verdadeiros paraísos naturais, onde a pesca é abundante e a Mata Atlântica ainda exibe a sua exuberância.

Vamos lá, então/ Fizemos um roteiro com meia duzia delas.

Ilha das Fontes

Famosa pelas inúmeras fontes espalhadas por toda sua extensão – daí o seu nome -, a Ilha das Fontes fica a cerca de 5 quilômetros de São Francisco do Conde. Lá você bebe a melhor água das redondezas e suas fontes são tidas como minerais. A ilha abriga, ainda, as ruínas de um antigo engenho. É de propriedade de um grupo de lavradores, mas a visitação é aberta ao público.

O melhor para se chegar ao local é pegando um barco no terminal de Madre de Deus, a apenas 63 quilômetros de Salvador. Em 10 minutos se chega à ilha.

Ilha de Cajaíba

Exatamente em frente à sede do município de São Francisco do Conde (67 quilômetros da capital pela mesma estrada que dá aceso a Madre de deus e Candeias), está a Ilha de Cajaíba. São 8 quilômetros de extensão, separados do continente por um canal. Além das belezas naturais, incluindo uma praia particular na contra-costa, a ilha é reduto da História Nacional, remontando aos tempos áureos da nobreza açucareira. No local, ainda existem, e em ótimo estado de conservação, a casa grande, senzala, engenho de fábrica e as centenárias palmeiras imperiais. Um deleite para os apreciadores do turismo histórico.

A Ilha já foi residência oficial de nomes ilustres, como o 3º Governador Geral do Brasil, Mende Sá, e o historiador e precursor do movimento bandeirante no estado, Gabriel Soares, além do Barão de Cajaíba, comandante da Sabinada – revolta liberal em favor da Independência da Bahia – e conhecido pela crueldade que dirigia aos inimigos e aos escravos – jogados ao mar, ainda vivos, através de um fosso. O acesso à ilha é restrito. É necessário contato prévio com a Secretaria de Turismo Municipal de São Francisco do Conde para as visitas.

Ilha Maria Guarda

A partir do Terminal de Madre de Deus, pode-se se ter acesso à Ilha Maria Guarda, um pedaço de terra de apenas um quilômetro de extensão, cercado de vegetação nativa. É o reduto dos antigos sambaquis, de grande valor arqueológico. Uma trilha por dentro da Mata Atlântica atravessa a ilha de leste a oeste, passando pelas vilas de pescadores até a bela praia do Gravatá. Aproveite a maré baixa para contorná-la de ponta a ponta e desvendar seus belos cenários. É interessante, também, observar a ocupação na ilha: de um lado, os nativos, de outro, os veranistas.

Ilha das Vacas

Também a partir do Terminal de Madre de Deus chega-se à Ilha das Vacas, que é uma propriedade restrita do município e por isso mesmo sua visitação tem que ser feita a partir de uma autorização da Prefeitura de Madre de Deus. Alguns proprietários de barcos costumam facilitar as coisas e fazem o translado. Diz-se que o seu nome advém do fato de que ilha ser praticamente desabitada, com uma única casa estilo colonial e muitas vacas espalhadas por lá.


Ilha Coroa do Capeta

Trata-se mais exatamente de um banco de areia atravessado por trechos de vegetação típica de manguezais. O lugar é desabitado; leve guarda-sol, esteira, água e lanche. Lá não há qualquer infra-estrutura. Fica a 2 km do Terminal Marítimo de Madre de Deus, bem em frente à Ilha das Vacas.

Ilha do Medo

Guarda muitos mistérios e lendas, segue desabitada e atualmente ela é uma Estação Ecológica, condição que ostenta desde 1991, por um decreto municipal da Prefeitura de Itaparica. E é também como a primeira estação ecológica da Bahia de Todos os Santos.

Fica entre Itaparica e Salinas e tem uma área de 12.000 metros quadrados e integra a APA da Baía de Todos os Santos. Sua vegetação é na maior parte de restingas, formando manguezais. Com maré baixa pode-se chegar até lá, mas convém usar sapato apropriado. Os corais são muitos no seu entorno.

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