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Cachoeira reúne a beleza e a história da Bahia num só lugar

Publicado em: 01/08/2023
Por: Adilson Fonsêca
Atenção: Caso qualquer das fotos que ilustram essa matéria seja de sua autoria nos informe via WhatsApp (71) 9.9982-6764 para que possamos inserir o crédito ou retirar imediatamente.

Considerada “Cidade Monumento Nacional” e “Cidade Heroica”, por sua participação decisiva na Independência da Bahia, em 1823, a cidade de Cachoeira, a 110 quilômetros de Salvador, é uma joia histórica do Recôncavo Baiano. É uma das cidades baianas que mais preservaram a sua identidade cultural e histórica com o passar dos anos, o que a faz um dos principais roteiros turísticos históricos do estado. E foi por causa disso que a cidade obteve o status de “Cidade Monumento Nacional” a partir do Decreto nº 68.045, de 13 de janeiro de 197, dado pelo Instituto Nacional do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN).

São inúmeros monumentos tombados, como herança da riqueza arquitetônica do período colonial brasileiro. E que estão bem preservados. Mas a cidade também chama a atenção pela sua localização geográfica, encravadsa em um vale profundo formado pelo Rio Paraguaçu, a poucos quilômetros da sua foz com a Baía de Todos os Santos. Na outra margem do rio, está a cidade coirmã de São Félix, ligada por uma ponto rodoferroviária, a D. Pedro II, inaugurada em 1885 e considerada, à época, a maior obra de engenharia ferroviária da América Latina.

Passear pelas ruas e ladeiras calçadas em paralelepípedos, é um mergulho na história, ao tempo em que se aprecia a beleza e os costumes da população. Da Praça Góes Calmon, a vista deslumbrante do Rio Paraguaçu permite um belo entardecer, tendo do outro lado do rio a cidade de São Félix. É nessa praça que ficam alguns dos principais bares e restaurantes, como o Aguidá, que serve a tradicional maniçoba (espécie de feijoada baiana, só que em vez do feijão se usa a folha da mandioca cozida).

Da Praça Góes Calmon pode-se chegar, em curta caminhada, aos principais pousadas, como a do Convento do Carmo (a mais completa), a 13 de maio e a Guerreiro, esta última próxima à Casa da Irmandade da Boa Morte e da Fundação Hansen Bahia. Dalí também pode ir até a praça Ana Nery, onde fica o restaurante Zé Miúdo. Reduto tradicional da conversa sobre a política local. Ou ainda, subindo uma pequena ladeira, se chegar à Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, a primeira a ser construída em Cachoeira, e que data de 1637.

Para quem quiser um pouco mais de história, pode-se caminhar até a beira do cais e ir margeando o Rio Paraguaçu até a antiga estação de trem, na saída/entrada da ponte D. Pedro II, inaugurada em 1885 pelo antigo imperador Pedro II, e que à época, foi considerada a mais arrojada obra de engenharia ferroviária da América Latina. Se der sorte, pode ver a passagem do trem e a complicada manobra que ele faz na área urbana da cidade, para depois seguir viagem em direção norte ou sul do Estado.

E ainda na beira do rio, mais ao fundo, a imponente barragem de Pedra do Cavalo, que só abre as comportas em períodos de muita chuva.

Tombada pela história

A área tombada possui, aproximadamente, 670 edificações, na área urbana e nos distritos rurais. O conjunto arquitetônico – formado na sua maioria por edifícios do século XVIII e XIX – caracteriza-se pela tendência neoclássica que, no século XIX, influenciou a construção de novos prédios e reformou os antigos.  Este patrimônio também inclui edificações do século XVII. Os edifícios religiosos e civis de maior destaque foram construídos nos pontos mais elevados, em largos e praças. Um dos principais monumentos do patrimônio cachoeirense é formado pela igreja e ruínas do antigo Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, localizado às margens da Enseada do Iguape. A igreja, construída em pedra e cal, possui planta típica dos conventos franciscanos do Nordeste.

O tombamento abrange o Conjunto do Carmo, Capela Nossa Senhora D’Ajuda, casa à Praça Dr. Aristides Milton (23-A); as igrejas do Rosarinho e Cemitério dos Pretos, Nossa Senhora do Monte, Matriz de Nossa Senhora do Rosário, da Matriz de Santiago do Iguape (localizada no distrito de Iguape); os imóveis nas ruas Benjamin Constant – antigo Arquivo Público Municipal (nº 17), Ana Nery (nºs 02 e 25), Sete de Setembro (nº 34), 13 de Maio (nº 13); a  nova sede da Fundação Hansen (Quarteirão Leite Alves); e a Orla de São Félix, entre outros. Os bens móveis – como cinco jarras de louça da Fábrica de Santo Antônio do Porto – foram tombados em 1939.

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