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Fé e magia das fitinhas do Bonfim

Publicado em: 16/05/2019
Por: Adilson Fonsêca/Paulo Sampaio


Que poder mágico e milagroso pode ter uma simples fitinha amarrada no braço? Que mistérios carrega esta crença secular a ponto de transformar uma igreja num tempo maior de fé dos baianos, católicos ou nem tanto, adeptos do candomblé, da umbanda e de outras crenças? O dia que você subir a colina sagrada e se deparar diante do Senhor do Bonfim você vai entender e crer.

A igreja, erguida para reverenciar o santo há mais de dois séculos, é a casa de todos os baianos e dos que nos visitam. Vir a Bahia e não subir a colina sagrada não é estar na Bahia. E levar uma fitinha presa ao pulso ou apenas no bolso – uma não, várias – é mais que uma obrigação. E você vai ver como sua vida vai mudar.

Milagres conferidos ao Senhor do Bonfim são tantos que a sala destinada aos fiéis para depositarem seus votos ficou pequena. Mas os relatos de graças alcançadas são tantos que chegam a arrepiar.

Subir a Colina Sagrada, onde fica a Basílica do Bonfim, é mais que um ato de fé religiosa. É a própria diversidade do baiano, expressada no simbolismo das famosas “Fitinhas do Bonfim”, usadas por católicos, praticantes das religiões de matrizes africanas, e mesmo por aqueles que se declaram não ter qualquer religião.

Cada fita, em diversas cores, tem exatamente 47  centímetros de comprimento, que é a mesma medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo, ou Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da

As fitas são usadas no pescoço, pulso, e em amuletos e objetos pessoais de cada fiel, como mostra da sua identificação religiosa. Normalmente são benzidas pelos padres e também por mães e filhas de santo, que se misturam no adro da igreja nos dias da famosa Lavagem do Bonfim, na primeira quinzena de janeiro.

A fita vendida por ambulantes em volta da Igreja do Senhor do Bonfim e amarradas sob o gradil do local, em Salvador, precipuamente é uma lembrança e atestado da visita que o devoto ou turista tenha realizado àquele templo católico. Essa devoção pode ser vida nos gradis da igreja, onde são amarradas pelos fiéis. Em cada uma delas um pedido aos santos.

Cada cor simboliza um Orixá

Como tudo na Bahia é diversidade, as Fitinhas do Bonfim, mesmo sendo um símbolo do Catolicismo e da devoção religiosa da Igreja, tem sua representação nas religiões de matrizes africanas. E por isso mesmo cada cor de fita significa um orixá.

  • Verde (escuro ou claro): Oxossi
  • Azul claro: Iemanjá
  • Amarelo: Oxum
  • Azul escuro: Ogum
  • Colorido ou rosa: Ibeji(erê) e Oxumaré
  • Branco: Oxalá
  • Roxo: Nanã
  • Preta com letras vermelhas: Exu e Pomba gira
  • Preta com letras brancas: Omulu
  • Vermelha: Iansã
  • Vermelha com letras brancas: Xangô
  • Verde com letras brancas: Ossain
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