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Paraíso Florestal com cachoeira dentro da capital Baiana

Publicado em: 10/01/2021
Por: Vinicius Viana e Lucas Gomes


Quem poderia imaginar que em meio as ruas agitadas com carros e cheias de pedestres de Salvador existe um paraíso com muito verde, espelhos d’águas e cachoeiras? A capital baiana é dona de uma das maiores reservas de Mata Atlântica, unindo biodiversidade e história, dentro de um centro urbano do Brasil.

O Parque São Bartolomeu é o refúgio perfeito para quem deseja se desconectar da agitação da metrópole e se conectar com a leveza da natureza, sem precisar sair da cidade. Ainda pouco conhecida e explorada por baianos e turistas, a reserva de Mata Atlântica fica localizada no subúrbio ferroviário de Salvador, entre a enseada dos cabritos e o bairro de Pirajá.

Como Chegar e onde ficar?

Existem duas formas de chegada, e o acesso pode ser feito por ônibus e carro: a primeira é por meio da BR-324 » Derba » Estrada Velha de Periperi » Av. Afrânio Peixoto, conhecida como suburbana, » Plataforma (a entrada fica próxima à Ladeira do bairro sentido calçada). A outra opção é através da cidade baixa » Baixa do fiscal » Plataforma. Antes de subir a ladeira do bairro, você encontrará uma sinalização de acesso. A entrada é gratuita.

Quem vem de fora pode encontrar algumas opções de hotéis e pousadas na região do Parque, porém, nada muito luxuoso. Quem prefere comodidade pode se hospedar nos bairros centrais da cidade e seguir as coordenadas indicadas.

O que fazer:

As opções de lazer são as mais variadas, desde confraternizações à esportes radicais.

Na entrada do Parque somos abraçados pela cachoeira e praça de Oxum, lugar ideal para piqueniques entre amigos e família. A praça fornece uma grande área pavimentada, ideal para quem curte andar de patins, bicicleta e skate. Ao lado há um Centro de Referência onde acontecem ensaios de grupos de dança e teatro ao ar livre, além de exposições e oficinas.

A segunda parada é na Cachoeira Oxumaré que fica escondida entre as rochas no percurso da trilha, e diferente da primeira, nessa o banho é permitido. Bem ao lado encontramos a Pedra Xangô, sagrada para religiões de matriz africana. Conta-se que ao colocar as palmas das mãos nela as pessoas saem com as energias renovadas.

Mais alguns minutos de trilha, encontramos a escada dos escravos – cujo nome faz referência aos negros que a construíram séculos atrás, sendo conhecida também por ter um fundamento de orixá em cada pedra – através dela temos acesso a Cascata de Nanã. Entre todas que vimos até aqui, essa pequena queda-d’água, é a mais volumosa, porém, infelizmente, um alerta interrompe os visitantes de banharem-se nas águas que estão impróprias. Mas a energia do local é indescritível e supera qualquer adversidade, pois neste lugar é são realizados cultos por adeptos do Candomblé e outras religiões africanas.

Durante a trilha podemos observar resquícios de habitação indígena, quilombola e colonial. Viveram no Parque São Bartolomeu índios Tupinambás, homens e mulheres que fugiram da escravidão e foi sede do Quilombo do Urubu em que viveu Zeferina, líder quilombola e protagonista da Batalha de Pirajá, decisiva para a Independência da Bahia no século XIX.

A última cachoeira da trilha é a da Barragem, a mais bela e imponente de todas. Próximo a ela tem um campo de futebol improvisado e a barragem do Rio do Cobre, que abastecia 8 bairros do subúrbio, porém teve sua distribuição impedida por falta de tratamento da água. É lá que o passeio é finalizado, sendo possível praticar rapel e admirar a queda d’água que percorre o Parque São Bartolomeu e deságua na Baía de Todos-os-Santos. A Bacia do cobre é área de Proteção Ambiental e estende-se até o município vizinho de Simões Filho.

Quem tiver interesse em conhecer o Parque São Bartolomeu pode agendar uma visita guiada através do número 71 3401-0245 ou pelo e-mail parquesaobartolomeu@gmail.com. Ou através do Facebook da Trilha ecológica da APA Bacia do Cobre, onde são divulgadas datas das trilhas e passeios.

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