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A história da ancestralidade baiana no coração do Centro Histórico

Publicado em: 25/06/2019
Por: Adilson Fonsêca


Pensar o Centro Histórico de Salvador é viajar ao longo da história da formação da primeira capital do baiano, com a chegada dos portugueses e posteriormente dos primeiros escravos trazidos da África no período do Brasil Colônia. E no Centro Histórico, essa história é contada no Pelourinho, no Museu Afro, pertencente à Universidade Federal da Bahia.

Passear pelas ruas do Centro Histórico já dá ao visitante uma noção da própria história de formação da cidade, mas essa história que é estampada no jeito baiano de ser, através das suas múltiplas manifestações culturais presentes em cada esquina, tem uma origem ancestral, que envolve diversos aspectos da sua cultura, religiosidade, culinária e o sincretismo religioso que permite a convivência de várias religiões.

E isso é contado através de peças e importantes elementos materiais, representativos dessas culturas, com conteúdos que facilitam a compreensão dos aspectos históricos, artísticos e etnográficos de Salvador, que identificam as sociedades africanas e permitem uma reflexão sobre a importância dessa matriz para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

No museu também estão expostos objetos de origem brasileira, relacionados com a religião afro-brasileira da Bahia, incluindo um conjunto de talhas em cedro de autoria de Carybé, 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia. O museu, que foi primeiro organizado por Pierre Verger, está instalado no edifício da primeira escola de Medicina do Brasil, que hoje é propriedade da Universidade Federal da Bahia.

Inédito – O Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia tem sido pioneiro desde a sua abertura ao público, em 1982, como espaço de referência para ações de afirmação identitária, sendo um dos poucos no país a tratar exclusivamente da cultura africana e sua influência na formação da cultura brasileira.

Seu acervo é composto de peças de origem africana como máscaras, esculturas, tecidos, cerâmicas, adornos, instrumentos musicais como também objetos de origem brasileira, relacionados à religião afro-brasileira na Bahia, suas divindades e sacerdotes.

Além dos aspectos turísticos e históricos, o Museu Afro desenvolve um projeto destinado ao atendimento do público escolar, como incentivo à aplicação da lei 10.639/03 que determina a inclusão da história e culturas africanas e afro-brasileiras no currículo escolar, difundindo conhecimentos acerca destas culturas, visando contribuir para a eliminação do preconceito racial e o combate à intolerância religiosa.

Serviço
Largo Terreiro de Jesus, Pelourinho.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 17h.
Telefone: (71) 3283-5540

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