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Cinco lugares que não podem ficar de fora do seu roteiro em Salvador

Publicado em: 14/11/2020
Por: Adilson Fonsêca

Pelourinho - onde ficar na Bahia

Estar em Salvador é ficar por dentro da história do Brasil, do seu povo e da sua cultura. Primeira capital do Brasil, até 1763, quando foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro, e mais tarde, em 1960, para Brasília, Salvador guarda reminiscência de todo um processo, que surgiu em 1549, quando foi fundada por Thomé de Souza, e se perpetua até hoje, na arquitetura do seu Centro Antigo e Histórico, nas manifestações culturais, religiosidade e na sua gastronomia. Tudo exala história, cultura, arte e esse caldeirão étnico que forma o povo brasileiro.

Para se situar, é bom saber a diferença entre o Centro Antigo, e o Centro Histórico. O Centro Antigo de Salvador é uma área de aproximadamente sete quilômetros quadrados, que inclui em sua extensão territorial 11 bairros da capital baiana como Centro, Barris, Tororó, Nazaré, Saúde, Barbalho, Macaúbas, parte do espigão da Liberdade, Santo Antônio e Comércio, além do Centro Histórico.

Já o Centro Histórico de Salvador (CHS) é uma área dentro do Centro Antigo da capital, cujo ponto central é o Pelourinho. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1984, e reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade, em 1985. Com 0,8 quilômetros quadrados, se inicia próximo ao Mosteiro de São Bento e segue até o Forte Santo Antônio Além do Carmo.

E é o Centro Histórico que se pode ver alguns dos principais monumentos históricos que não podem ficar de fora der qualquer roteiro de quem visita a capital baiana, em qualquer época do ano. Muitos desses locais não são os toips dos roteiros dos guias turísticos, mas são nesses locais, no Centro Histórico, que tem de menos de um quilômetro quadrado, onde ocorrem as principais manifestações culturais e religiosas e onde está boa parte da própria história da Bahia e de sua principal cidade. Por isso mesmo se torna quase que obrigatório a visitação desses locais.

 

Museu da Misericórdia – O Museu da Misericórdia é um dos mais importantes espaços culturais da Bahia e possui em seu acervo obras que contam um pouco da história do estado e do país. Também tem em seu espaço a Igreja da Misericórdia, considerada um marco da arte portuguesa e um dos mais belos monumentos religiosos de Salvador. Instalado no antigo prédio da Santa Casa de Misericórdia, que data do século XVII e tombado pelo IPHAN em 1938, possui um rico acervo de obras que contam um pouco da história do estado e do país.

Endereço: Rua da Misericórdia, nº 06, Praça da Sé. Visitas de terças às sextas-feiras, das 8h30 às 17h30. Sábado, das 09h às 17h. Domingos e feriados das 12 às 17h.

Palácio Rio Branco – O local foi a primeira sede do governo da Bahia e e forma um conjunto das primeiras construções públicas do governo iniciado por Thomé de Souza, em 1549, época da fundação da cidade do Salvador e posteriormente primeira capital do Brasil colonial. A construção atual é de 1919. No seu entorno fica a antiga Cadeia Pública, atual Câmara de Salvador, a sede da atual Prefeitura e o Elevador Lacerda.

Visitas – De segunda à sexta, das 8h30 às 17h30

Espaço cultural da Barroquinha – Está em um dos locais mais famosos de Salvador, a Praça Castro Alves. No local está a Igreja da Nossa Senhora da Barroquinha, construída entre 1722 e 1726, e que foi quase destruída por um incêndio em março de 1984. No passado, a igreja da Barroquinha, além de um templo católico, era um espaço ligado às tradições das nações africanas, sendo frequentada por mulheres “nagô-iorubás”, da nação Ketu e pela população e trabalhadores locais.

Em 1991, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) desenvolveu o projeto do Espaço Cultural Barroquinha, como proposta de transformar as ruínas da Igreja, matriz do sincretismo religioso, em espaço cultural. O Espaço Cultural da Barroquinha foi entregue ao público em março de 2009. Tem capacidade para receber espetáculos de teatro, dança e música e conta com uma estrutura que inclui área para apresentações e platéia para 135 espectadores. Possui também uma sala de administração, foyer, camarins com sanitários exclusivos, área para exposições, memorial e um café de apoio aos eventos.

**Visitação gratuita, quarta a domingo, 14h às 19h. Ingressos para eventos têm preços variados

Museu de Arte Sacra – Muitos o conhecem como Comvento de Santa Tereza. Fica localizado na Rua do Sodré, e o acesso se dá por uma escadaria na Rua Carlos Gomes (atrás da Avenida Sete). É administrado pela Universidade Federal da Bahia. Foi criado em 1959 e é um dos mais importantes museus no gênero nas Américas, não somente pela sua rara e preciosa coleção de Arte sacra Cristã, mas também por ela estar abrigada em um dos mais destacados conjuntos arquitetônicos seiscentista brasileiro.

Parte do acervo do museu pertence à Arquidiocese de São Salvador, do Mosteiro de São Bento, da Irmandade do Santíssimo Sacramento do Pilar, do Convento dos Perdões e de diversas igrejas de Salvador, além da coleção de Abelardo Rodrigues, que é o museu que está instalado no Solar Ferrão, no Pelourinho. O Museu mantém exposição permanente do seu acervo, que abrange os séculos XVI, XVII, XVIII e parte do século XIX.

*** Por conta da pandemia do coronavírus, o atendimento funciona apenas para o Setor se Eventos. Não é para visitação geral, às terças-feiras das 10:00 às 14:00 com hora marcada.

Mosteiro de São Bento – É uma das construções mais imponentes e históricas de Salvador localizado no alto da ladeira da Avenida Sete, como que debruçado sobre a Praça Castro Alves e a vista da Baía de Todos os Santos. O prédio é seiscentista e foi o segundo a ser construído mo Brasil Colônia, antecedido apenas pelo Mosteiro de Olinda (PE), entre os séculos XVII e XX, e seu altar-mor é de 1871.

É também chamado de Arquiabadia de São Sebastião da Bahia, Sua biblioteca guarda milhares de obras raras e seu belíssimo coral parece mesmo divino. Seu acervo sacro é imenso e magnífico. A história do Mosteiro está ligada à história da Bahia. No século 17, serviu de enfermaria durante o período da peste espanhola. No século 18, acolheu os vitimados da Guerra de Canudos. Em 1982, a igreja do Mosteiro foi elevada a condição de Basílica Menor de São Sebastião pelo Papa João Paulo II.

*As visitas podem ser feitas durante a semana das 8H até as 16h30. Entretanto o visitante poderá assistir também a Santa Missa as 6H

As missas com Canto Gregoriano ocorrem de segunda a sexta às 7h da manhã. Aos sábados, às 6h, e aos domingos às 10h.

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