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Mais que um monumento,um belo cartão-postal

Publicado em: 27/11/2019
Por: Adilson Fonseca


A caminho entre o Elevador Lacerda e o Pelourinho, a Praça da Cruz Caída, quase que debruçada sobre o mar, oferece um cenário dos mais belos para se ter uma ampla visão da cidade e do seu contorno litorâneo, desde a Cidade Baixa, com a Península de Itapagipe, ao Subúrbio Ferroviário, no extremo leste da cidade, e as ilhas de Itaparica, Frades e Maré, a maiores da Baía de Todos os Santos.

É nesse local, anexo à Praça da Sé, onde se encontra o Monumento da Cruz Caída, de muita história e de opiniões diversas desde a sua concepção. Ali era onde ficava a original Igreja da Sé, demolida para a passagem do bonde, em 1933. A partir da Avenida Sete, passando pela Praça Castro Alves e seguindo os trilhos do bonde, que passam pela Rua Chile, o caminho vai te levar exatamente até a Praça da Cruz Caída. Inaugurada em 1999, a Cruz Caída homenageia o desaparecimento desta antiga Igreja da Sé, a Primacial do Brasil.

O monumento foi construído pelo artista baiano Mário Cravo Júnior (1923 – 2018), e tem 12 metros de altura e faz referências plásticas à grandeza e à monumentalidade arquitetônica da antiga igreja. Mario Cravo Júnior era o último modernista baiano vivo, premiado nacional e internacionalmente, escultor, gravador, desenhista e professor. Faz parte da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. A obra é um passeio entre diversas tradições artísticas, que incluem cerâmica, imaginária popular, ex-votos e manifestações culturais regionais com as quais o artista tinha contato.

Na referida praça há também o Memorial das Baianas de Acarajé. O espaço oferece uma das vistas mais bonitas da cidade, especialmente ao pôr do sol. Por ter degraus com largura ampla, funciona como uma espécie de anfiteatro natural a céu aberto. Vira e mexe este cartão postal sedia eventos como shows e intervenções artísticas.

A Igreja da Sé

A primeira igreja  matriz de Salvador (Igreja da Sé), começou a ser construída de pedra e cal em 1552, de frente para a Baía de Todos os Santos. Sua demolição foi em 1933, um dos episódios que marcaram o patrimônio arquitetônico de Salvador, ápice do processo de reforma urbanística iniciado pele então governador J.J. Seabra em 1912. Foi justificada como imprescindível para a introdução do bonde de tração no sistema viário urbano.

No século XVII, a igreja serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em 1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João VI e da comitiva real a Salvador. A igreja teve sua condição de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua importância histórica continuou até seus últimos dias.

Outros monumentos religiosos foram destruídos com o mesmo intuito de modernização. Na implantação da Avenida Sete de setembro, o Mosteiro de São Bento foi preservado por conta de protestos da comunidade beneditina. Mas a construção da nova avenida destruiu monumentos religiosos como a Igreja da Ajuda, a Igreja de São Pedro, a Igreja do Rosário e as Mercês.

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