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Na Bahia é assim. Tem até um museu de gastronomia

Publicado em: 21/09/2019
Por: Adilkson Fonsêca


Quem vem à Bahia, Salvador e Recôncavo Baiano, principalmente, se surpreende com a variedade da culinária e o jeito baiano de improvisar, aproveitando as heranças deixadas pelos portugueses, italianos, antigos escravos africanos e indígenas, e transformando esse caldo cultural no que muitos conhecem como a Comida baiana.

A base da culinária tradicional em Salvador, litoral e na maior parte dos 417 municípios baianos, tem forte influência africana e indígena, onde o azeite de dendê o leite de coco e os frutos do mar fazem parte da espinha dorsal da comida típica dos baianos. Mas em várias regiões do estado, essa herança é aproveitada com a mistura de elementos da própria terra, como a mandioca, o caju e a imensa variedade de frutos do mar.

E quem chega à capital baiana se depara com toda essa história contada de forma prática, em pratos preparados com todos esses ingredientes e com uma pitada da história. É o que oferece o Museu da Gastronomia Baiana, iniciativa do Senac-Bahia, que busca valorizar os diferentes sistemas alimentares da Bahia nos contextos históricos, culturais, sociais e gastronômicos.

Para apresentar essa variedade gastronômica, é organizado com exposição de longa duração e exposição temporária (vitrine-homenagem); restaurante-museu; loja-museu Doces & Livros; Galeria Nelson Daiha, espaço dedicado à art-food. As profundas relações entre as cozinhas da Bahia e as cozinhas de Angola mostram que durante as travessias do Oceano Atlântico aconteceram muitas trocas, interpretações e invenções de receitas, tanto da Costa da África para o Brasil quanto do Brasil para a Costa da África.

O dendê de Angola para a Bahia e a mandioca da Bahia para Angola destacam cozinhas que ganharam diálogos, referências, identidades; e ainda o reconhecimento dos seus valores patrimoniais. O Museu da Gastronomia Baiana é pioneiro no Brasil e na América Latina. Tem como missão informar, valorizar e divulgar a comida da Bahia nos seus mais variados contextos, com foco no olhar patrimonial agregado ao olhar gastronômico. No Restaurante-museu-escola o visitante pode comer um rico e variado cardápio de pratos salgados e doces que atestam as cozinhas que vão do Recôncavo até o Sertão.

Serviço
Museu da Gastronomia Baiana
Localização: Praça José de Alencar, 13/19 – Largo do Pelourinho, Salvador Funcionamento: de segunda a sexta, das 09h às 17h30. Sábados, das 09h às 15h.
Tel.: +55 71 3324.8118
Site: http://www.ba.senac.br/museu
E-mail: museu.gastronomia@ba.senac.br


Pratos típicos

São pratos típicos ou herdados da culinária baiana, surgido principalmente de influências africanas ao longo do tempo. Além de outros mais consumidos no estado.

• Acarajé, Abará, Acaçá

• Angu

• Arroz de hauçá

• Arrumadinho

• Bobó de camarão

• Buchada de bode

• Caldinho de sururu

• Caranguejo

• Caruru

• Casquinha de siri

• Cozido (tipo de sopa com diversas verduras, raízes e legumes cozidos junto com carnes e defumados)

• Camarão de capote (empanado)

• Dobradinha

• Efó

• Escondidinho (carne-do-sol acebolada e pirão de aipim)

• Feijão de leite

• Frigideira de siri catado

• Farofa de banana

• Farofa de dendê

• Feijão fradinho

• Feijoada

• Fritada (carne-do-sol, cebola, ovos, fritos juntos)

• Galinha à cabidela

• Galinha ao molho pardo

• Lambreta

• Maniçoba

• Mariscada

• Mininico de carneiro

• Mocotó

• Moqueca de aratú

• Moqueca de peixe

• Moqueca de camarão

• Moqueca de maturi

• Moqueca de mapé

• Moqueca de petitinga

• Moqueca ou ensopado de siri mole

• Moqueca ou ensopado de pitú

• Passarinha

• Petitinga frita (isca de peixe)

• Quiabada

• Rabada

• Sarapatel

• Sarrabulho de vaca

• Vatapá

• Vinagrete

• Zambé

• Xinxim de galinha/Bofe

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