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No Vale do São Francisco, as grutas de fé dos romeiros

Publicado em: 01/07/2019
Por: Adilson Fonseca


Do alto dá para ver todo o Rio São Francisco. E é do alto, que milhares de romeiros de todo o País, sempre nos meses de agosto e início de setembro, costumam contemplar o Velho Chico, na sua luta incessante para levar água ao Semiárido baiano. A terceira maior romaria do Brasil é também roteiro de turismo religioso e arqueológico ante os caprichos da natureza, que há milhares de anos, formou uma das grutas mais profundas e famosas do Brasil.

O Santuário do fica no município de Bom Jesus da Lapa, nas margens do Rio São Francisco, há 796 quilômetros de Salvador. O santuário foi eleito a primeira das sete maravilhas do Brasil, em uma pesquisa feita na internet, no site Maravilhas do Brasil, há pouco mais de cinco anos. Descoberto em 1691, a Gruta do Bom Jesus, mais conhecida do Morro de Bom Jesus da Lapa e antiga morada de onças, serve como Igreja, para aonde acorrem, todos os anos, milhares de romeiros.

Conta a história que o Santuário foi descoberto há mais de 350 anos por Francisco de Mendonça Mar que era pintor e artista plástico, contratado pelo governador geral do Brasil na Bahia para pintar o Palácio da Aclamação, então sede do governo, em Salvador. Após os trabalhos, ao invés de receber, foi jogado na prisão como escravo e açoitado. Quando solto, decidiu deixar a cidade do Salvador e levou consigo as imagens de Jesus crucificado e Nossa Senhora da Soledade. Após andar muitos meses, encontrou o Morro de Bom Jesus da Lapa, que possui 90 metros de altura.

Dentre as nove grutas existentes no morro, abrigou-se na Gruta do Bom Jesus, onde colocou as duas imagens.

Hoje, mais de três séculos depois, o santuário ainda atrai muitos romeiros, sendo um dos santuários mais conhecidos do Brasil. Dentre os inúmeros espaços nas noive grutas que compõem o santuário, um é singular, a “A Cova do Monge”, que foi um espaço dedicado como túmulo ao Monge Francisco, ou Francisco Mendonça Mar, quem primeiro chegou até às grutas, onde começou a trabalhar com caridade, ajudando os pobres e necessitados. Foi ele também quem levou o primeiro Cristo Crucificado, a imagem do Senhor Bom Jesus. Na parte exterior da cova do Monge brota uma água, que é considerada a água do milagre.

São várias as imagens santas espalhadas pela gruta, uma delas é a de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, local onde acontece toda quarta-feira a Novena Perpétua, sempre acompanhada por inúmeros fiéis. Há também uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, com o corpo de seu filho morto.Os fiéis encontram também uma imagem de São Francisco de Assis, e uma imagem em tamanho natural do Senhor dos Passos, uma das mais antigas do santuário.Cada espaço, tem uma simbologia e carrega muita fé.

Como chegar

– De carro são 976 quilômetros a partir de Salvador, pela BR-324, BR-116 até a entrada da BR-242 e de lá seguindo até Ibotirama, onde se segue em direção a Paratinga e Bom Jesus da Lapa. Outra opção é ir pela BR-116 até Vitória da Conquista e de lá seguir em direção a Guanambi e entrar no cruzamento em Caetité e seguir pela BR-430 até Bom jesus da Lapa.
Diariamente saem ônibus executivo e leito do Terminal Rodoviário de Salvador. A visagem dura em média 12 horas.
Obs – Por ser uma cidade de romeiros, o que não falta em Bom Jesus da lapa é hospedagem, individual e coletiva. Melhor período para visitar a cidade é de março a agosto, quando acontecem as grandes romarias. De novembro a fevereiro também é bom, desde que se fique atento com as cheias do Rio São Francisco.

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