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Que tal um tour gastronômico pela culinária de Salvador?

Publicado em: 14/11/2020
Por: Adilson Fonsêca


Julho e agosto, meses de menos sol em Salvador e e na entressafra das festas populares, que só começa no final de setembro com os tradicionais carurus de São Cosme e Damião, é hora de fazer um turismo diferente pela primeira capital do Brasil: o gastronômico. São centenas de restaurantes e bares que oferecem comidas as mais diversas, atendendo aos sabores e paladares mais exóticos e tradicionais.

A culinária baiana é mais marcante `pás sextas-feiras, quando a maioria dos restaurantes oferecem o cardápio típico, feito à base de frutos do mar, cujos ingredientes básicos são o azeite de dendê e o leite de coco e a pimenta, diversas culturas. Mas esse cardápio, herança deixada pelos antigos escravos africanos nos séculos XVII, XVIII e XIX, sofreu um toque todo especial dado pelos baianos, que é único e so se vê em Salvador: a Comida Baiana.

Mestres na arte de improvisar e criar estilos próprios, o soteropolitano, que é o habitante de salvador, inova na música, na arte e até mesmo no jeito de falar. A começar que ele não se ide4ntifioca como soteropolitano, mas simplesmente “baiano”. E nessa improvisação, a culinária também ganhou um toque próprio. A culinária baiana combinou ingredientes e criou suas próprias receitas.

O jeito baiano de cozinhar – Da África veio o dendê, fruto que dá origem ao azeite, marca registrada de pratos como moqueca, bobó, caruru, vatapá, acarajé e uma infinidade de variedades típicas. Os antigos escravos ainda trouxeram consigo o gosto pelas pimentas, que os habitantes de Salvador a tornaram ingrediente quase que imprescindível na maioria dos pratos.

Além dos antigos escravos africanos, o baiano soube incorporar a influência indígena. A mandioca, raiz típica da Amazônia e presente em todo o Nordeste, tem uma serie de derivados que se tornam mais presentes nos festejos juninos mas também na culinária típica, através da farinha. É parte integrante da feijoada, que ao contrário de outros estados, é feita com o feijão mulatinho, não o preto, como é comum no resto do Brasil.

Já os portugueses nos deixaram o legado dos doces como o quindim e a ambrosia, e que4 em Salvador ganhou um formato típico: a cocada “puxa” ou “seca”, que era vendida nos tabuleiros das baianas do acarajé, no século XIX, e ganhou os restaurantes como uma das principais sobremesas. E até os asiáticos deixaram heranças, traduzidas pelo uso constante do coco, nas panelas e nos tabuleiros. E tudo isso pode ser apreciado nos mais diversos pontos da cidade

Quando se quer provar a tradicional culinária baiana, o Centro Histórico é quem oferece as mais variadas opções. Não apenas o Pelourinho, mas a área adjacente do Carmo e do Santo Antonio. O Pelourinho concentra restaurantes tradicionais, e até mesmo um restaurante-escola, do Senac. Mas ali perto, o Mercado Modelo, tem os Camafeu de Oxossi e Maria do São Pedro, também de comidas típicas. Para comer apreciando o pôr do sol na Baía de Todos os Santos, os sofisticados restaurantes da Marina Bahia, na Avenida de Contorno são um dos mais concorridos.

A variedade da comida baiana tem lugares definidos nos principais shoppings, mas em bairros como o Imbui, Cabula, Itapuã e no boêmio Rio Vermelho, onde estão sabores para todos os gostos e bolsos.

Veja alguns dos principais pontos da gastronomia

KI-MUKEKA

O restaurante oferece as delícias baianas a preços acessíveis. A matriz fica na Armação e há outros endereços: Pituba, Farol de Itapuã, Boca do Rio e Vilas do Atlântico.

PARAÍSO TROPICAL

No bairro do Cabula.Também da cozinha típica baiana (a base de azeite de dendê e leite de coco) é um dos preferidos dos soteropolitanos. Faz sucesso o Calapolvo ao Paraíso, uma moqueca com fruto de dendê e coco-verde batido com água de coco, camarão, lagosta.

AMADO

Em uma das melhores localizações de Salvador na avenida de Contorno, defronte para a Baía de Todos os Santos. Na lista de entradas, sobressaem os camarões empanados na tapioca acompanhados de molho lambão, uma espécie de vinagrete apimentado. Culinária variada.

YEMANJÁ

Um dos mais tradicionais na comida típica baiana, onde a base do cardápio traz o que há de melhor em frutos do mar e suas variedades. Um dos carros-chefes está justamente na sobremesa, com uma variedade de cocadas de coco. Na entrada, faz sucesso a casquinha de siri; e para o prato principal, a moqueca de camarão, pura ou com peixe, reina soberana

RESTAURANTE ESCOLA DO SENAC

Comida típica e culinária variada comum um toque próprio de chefes e mestres da cozinha-escola. Está no cotação do Pelourinho.

CASA DA DINHA

A casa de dois andares tem decoração inspirada em Iemanjá. Entre os destaques, os famosos acarajés. Mas tem ainda casquinha de siri, moqueca com camarão e polvo e bobó de camarão. No Largo de Santana, Rio Vermelho.

CHEZ BERNARD

O restaurante com clima de bistrô completou 50 anos! Com vista para a Baía de Todos os Santos, traz clássicos da cozinha francesa como o Coq au vin com purê de batata e o Carré de cordeiro grelhado ao molho poivre. Cozinha francesa

BOI PRETO

O farto bufê está incluído no preço do rodízio. São setenta variedades de saladas, além de sushis, sashimis, risoto de filé mignon, lula, salmão, polvo… Entre os 26 cortes que saem da grelha, costela prime, assado de tira, bife ancho e picanha argentina. Na Boica do Rio.

CABANA DA CELY

A cabana mais famosa fica na Pituba, mas a Cely está também em Pituaçu e Villas do Atlântico. Boa parte do público pede a unidade de caranguejo logo que chega ao bar – especialmente às quintas, quando, a cada crustáceo solicitado, o segundo é grátis.

DONA CHIKA-KÁ

O casarão do século 18 que abriga o restaurante tem vista para a Praça Quincas Berro d’Água, que frequentemente sedia shows. No cardápio, destaque para a casquinha de siri e o bobó feito com lagosta! Para encerrar,

VELEIRO / YACHT CLUBE

O salão de paredes de vidro emoldura a vista para o mar da Baía de Todos os Santos. Cozinha mediterrânea, mas também culinária variada], com

VILA CARAMURU

Inaugurada em 2016, a Vila Caramuru fica no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, e ocupa o antigo “Mercado do Peixe”, como o local era conhecido há mais de 50 anos. O novo espaço reúne 11 restaurantes e oito quiosques de cardápios variados e alguns funcionam 24 horas, mantendo a tradição do antigo Mercado

SORVETERIA DA RIBEIRA

Na casa, inaugurada em 1931, são oferecidos 65 sabores de sorvete. Em meio aos tradicionais, há uma dezena de exóticos! Entre eles, algodão doce, umbu, biribiri, jaca, jenipapo, pinha, sapoti, amarena… se ficar em dúvida, vá na nossa aposta e peça duas bolas: coco verde e mangada!

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