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Um passeio para reviver a história entre o Santo Antonio e o Carmo

Publicado em: 27/05/2020
Por: Adilson Fonsêca


Aproveite, porque é para poucos e só se vai ver em Salvador. Um passeio vivo pela história do Brasil, através de casarões coloniais, igrejas seculares, ruas estreitas e calçadas em pedras “cabeça de negro”, trazida pelos antigos escravos africanos, e de quebra, uma passada na casa onde morou, na infância, o poeta castro Alves, e a igreja e museu onde foi filmado o filme premiado, O Pagador de Promessas, em 1962.

Então comece pelo Largo do Santo Antonio Além do Carmo. Ali, a igreja de Santo Antonio, de 1594, foi pago de resistência às invasões holandesas e na luta pela Independência contra as tropas portuguesas, em 1823. Contam que do púpíto, votado para a praça, o padre Antonio Vieira fazia sermões conclamando a resistência dos baianos contra os holandeses, por volta do ano de 1620.

O Largo de Santo Antonio tem ainda o Forte da Capoeira, que entre 1624 e 1625 defendia o lado norte da cidade contra a invasão holandesa. Do alto do Santo Antonio, o forte tinha uma ampla visão da Baía de Todos os Santos, e servia como um dos pilares da defesa contra as invasões pelo mar. Do largo atual, a amurada propicia um dos mais belos espetáculos que Salvador oferece: o por do sol sobre a Baía de Todos os Santos.

Em direção ao Carmo – Seguindo o passeio, pela Rua Direita do Santo Antonio, descortina-se dezenas de casarões coloniais com os mais variados adereços arquitetônicos em suas fachadas. A maioria data dos séculos XVIII e XIX. São sobrados de dois ou três pavimentos, revestidos em azulejos portugueses, com porões e sótãos, pisos em assoalhos de madeira e cortes fortes, que dão um ar de cidade do interior.

Na confluência com a Ladeira do Boqueirão, toda calçada em padras “cabeça de negro”, a Igreja de Nossa Senhora do Boqueirão, de 1726, é um convite à visita. Ela abriga a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos e Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição. Como as demais igrejas do século VXIII, fica no frontispício de onde, ao fundo, pode-se ver toda a Baía de Todos os Santos.

O Largo da Cruz do pascoal é um dos símbolos da boemia do Santo Antonio. A cruz do Pascoal, um monumento colocado no meio da rua,  que divide os bairros do Santo Antonio e o Carmo, foi construído pelo português, devoto de Nossa Senhora da Porta dos Céus,  Marques de Almeida, em 1743. Ao seu redor hoje existem cafés, atelieres, restaurantes temáticos e barzinhos.

O Carmo – Antes de chegar ao largo propriamente dito, dê uma parada em um dos cafés e bistrô da rua Direta do Carmo, aproveitando a vela vista para Baía de Todos os Santos. Ou se quiser, desça o antigo Plano Inclinado do Pilar, que vai te levar á parte baixa da cidade. É de graça. Lá está a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, de 1718, com sua fachada em estilo rococó. Ao lado, abriga o antigo cemitério da Irmandade, edificado em 1799. Dizem, os devotos, que as imagens de Nossa Senhora do Pilar, de São Sebastião, de Santa Rita de Cássia e do Senhor do Bom Caminho têm poder milagroso no tratamento e cura das doenças da visão.

Retornando à parte alta, o Convento do Carmo, hoje transformado em um hotel luxuoso, é um dos pontos mais charmosos e históricos da região. Ao seu lado fica a igreja da Ordem terceira do Carmo, que juntamente com o convento, foi construída entre 1788 e 1860.

Para encerrar o passeio, é imperdível uma visita à Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo, de 1736.e à escadaria defronte, de onde se pode ver todo o Largo do Pelourinho, e onde, em 1962, foi filmado o filme O Pagador de Promessas. Ao lado da igreja, para dar um tom poético, a casa, transformada em museu e espaços para saraus, onde, na infância, morou o poeta Castro Alves.

 

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